Category: Observações


O Eclipse Lunar Total da noite de 27/09 será visível totalmente de qualquer parte do Brasil. Se na sua região estiver nublado o grupo Astronomia ao Vivo fará transmissão do evento, durante a transmissão o grupo debate o fenômeno e trás várias informações sobre eclipses.

Faixa de visibilidade do eclipse é a parte mais clara do mapa. Note o Brasil em condições de visibilidade de todas as etapas do eclipse.

Faixa de visibilidade do eclipse é a parte mais clara do mapa. Note o Brasil em condições de visibilidade de todas as etapas do eclipse. Fonte: NASA.

Não é necessário binóculo, telescópio ou outro equipamento para ver um Eclipse Lunar. Basta um local com boa visibilidade do céu, uma cadeira reclinável e apreciar a olho nu um dos mais belos fenômenos celestes.

Eclipses lunares possuem duas fases, a penumbral e a umbral. A fase penumbral não é perceptível a olho nu. No eclipse de 27/09 ela começa às 21h11. A fase umbral desse eclipse terá início às 22h07 com duração de 3h19min. O Eclipse inteiro terá uma duração total de 5h11min.

Trajetória da Lua ao atravessar a sombra da Terra. A parte cinza é a penumbral (não perceptível) e a parte vermelha é a umbra. A Lua ficará totalmente dentro da umbra por 1h11min.

Trajetória da Lua ao atravessar a sombra da Terra. A parte cinza é a penumbral (não perceptível) e a parte vermelha é a umbra. A Lua ficará totalmente dentro da umbra por 1h11.

A fase de totalidade do Eclipse Lunar é aquela em que a Lua está totalmente imersa na sombra (umbra) da Terra. Durante o eclipse de 27/09 essa fase terá duração de 1h11. A totalidade começa às 23h11.

Super Lua

Quando a Lua está no Perigeu (menor distância da Terra) e está também na fase de Lua Cheia, chamamos ela de Super Lua. Em 27/09 ocorre a maior Super Lua de 2015, justamente durante o Eclipse Lunar Total. Chamamos esse eclipse de Eclipse Lunar Total da Super Lua, como ela ocorre durante uma tétrade lunar então podemos ainda chamá-la incrivelmente (rsrs) de Eclipse da Super Lua em Tétrade Lunar.

Agora atenção a isso: O último Eclipse Lunar Total de Super Lua totalmente visível do Brasil ocorreu em 16 de maio de 2003 e o próximo (também totalmente visível do Brasil) será em 21 de Janeiro de 2019. O último Eclipse de Super Lua em Tétrade Lunar, com perigeu ocorrendo durante o eclipse e visível do Brasil foi em 17 de novembro de 1910 e o próximo, nas mesmas condições ocorrerá somente em 30 de agosto de 2156. Esses dois últimos eclipses citados e o eclipse de 27/09/2015 ainda guardam outra coincidência, os três são os últimos eclipses das tétrades que pertencem.

Em 27/09, o perigeu será atingido pela Lua às 22h47, em pleno eclipse e nosso satélite natural estará nesse momento a uma distância de 356.876 km da Terra. Uma Super Lua pode ficar com diâmetro angular até 15% maior e 30% mais brilhante que uma Lua Cheia no Apogeu (Mini Lua).

A distância temporal entre os instantes do perigeu e da fase de cheia é de pouco mais de uma hora, essa é a menor distância entre os dois eventos durante um eclipse lunar total nos séculos XX e XXI.

Mais curiosidades

O termo astronômico usado para a expressão popular “Super Lua” é Perigeu-Sizígia.

O Termo Super Lua é creditada ao astrólogo (sim astrólogo!) Richard Nolle em 1979 que definiu o termo ao alinhamento Sol-Terra-Lua com a Lua no perigeu ou apogeu com a tolerância de erro de até 90% da subtração das distâncias do apogeu e perigeu. Complicado né?

Um eclipse lunar total comum não é tão raro, e pode ser visto de um certo ponto qualquer da Terra, em média, a cada 2,5 anos.

Durante o eclipse a Lua não desaparece, ela é vista com cor de tijolo, levemente avermelhada devido à luz que atravessa as camadas da atmosfera da Terra e se desviam para dentro da umbra. A principal luz que se desvia nessa direção é a luz vermelha que, no momento do eclipse, atinge a superfície lunar. Esse efeito ondulatório/óptico é chamado de dispersão de Rayleigh.

Durante o eclipse a Lua estará na constelação de Peixes. (Bom isso não é nada demais, rsrs)

Uma curiosidade interessante sobre eclipses lunares é a variação de temperatura durante um ecipse lunar total. A temperatura da superfície lunar durante a Lua Cheia pode chegar à 97°C e assim que entra na sombra da Terra ela cai rapidamente para apenas -93°C, um variação de 190 graus!

Sendo esse um eclipse em pleno momento do perigeu (o menor perigeu do ano), teremos portanto um dia de “maré de perigeu” ou “maré-viva” ou “supermaré” ou ainda “maré sizígia”, que é uma maré maior que a comum devido à menor distância da Lua à Terra. Por ser em período de equinócio ela é chamada de “supermaré equinocial”, e essas costumam ser as mais fortes do período anual. Essa maré, em alguns lugares, pode ser cerca de 15 cm mais alta que as marés normais.

Existe a expectativa de que esse eclipse seja mais escuro que o esperado devido aos aerossóis na atmosfera provenientes da erupção do vulcão Calbuco do Chile.

Durante o eclipse a Lua vai ocultar algumas estrelas de magnitudes entre 6 e 9. Os destaques são: ocultação da estrela SAO 109078 de magnitude 6,8 às 20h57 (antes do início do eclipse) e emersão às 22h08 (logo após o início da fase visível do eclipse, umbral); ocultação da estrela SAO 109101 de magnitude 7,0 com imersão às 22h48 e emersão às 00h08; ocultação da estrela SAO 109119 de magnitude 6,2 com imersão às 23h30 e emersão às 00h14.

Sequência de eventos durante o Eclipse Lunar Total (horários de Brasília):

P1 – Contato com a penumbra (não visível)- 21h11

U1 – Contato com a umbra (inicia a entrada na umbra) – 22h07

Em – Emersão da estrela SAO 109078 (Mag. 6,8) – 22h08

Lua atinge o Perigeu (356 876km) – 22h47

Im – Imersão da estrela SAO 109101 (Mag. 7,0) – 22h48

U2 – Início da totalidade – 23h11

Máximo do eclipse – 23h47

Lua Cheia – 23h50

Im – Imersão da estrela SAO 109119 (Mag. 6,2) – 23h30

Em – Emersão da estrela SAO 109101 (Mag. 7,0) – 00h08

Em – Emersão da estrela SAO 109119 (Mag. 6,2) – 00h14

U3 – Fim da totalidade – 00h23

U4 – Saída da umbra (a partir daqui termina a visibilidade do eclipse) – 01h27

P4 – Saída da penumbra – 02h22

Observação: os horários das imersões e emersões de estrelas no limbo lunar referem-se a um observador em Londrina-PR).

Tétrades Lunares

O eclipse lunar de 27/09/15 será o quarto e último eclipse de uma tétrade. Uma tétrade é um conjunto de quatro eclipses lunares totais consecutivos (lembre-se que existem também os eclipses parciais).

Os três eclipses anteriores dessa tétrade ocorreram em 15/04/14, 08/10/14, 04/04/15.

Sequência de datas de eclipses lunares, estre eles a tétrade de 2014-2015. Fonte: NASA.

Sequência de datas de eclipses lunares, estre eles a tétrade de 2014-2015. Fonte: NASA.

No século XXI ocorrerão 8 tétrades lunares. Uma já aconteceu (2003-2004), uma está terminando e mais 6 ocorrerão futuramente. A próxima tétrade ocorre em 2032-3033. 8 tétrades é o número máximo que pode ocorrer em um século, a última vez que isso aconteceu foi no século IX.

Giovanni Schiaparelli calculou que as tétrades ocorrem por 300 anos e por mais 300 anos deixam de ocorrer. Nos séculos XVII, XVIII e XIX não ocorreram tétrades.  Nos séculos XX, XXI e XXII ocorrerão 17 tétrades lunares.

Esse eclipse ocorre durante a primeira Lua Cheia da Primavera aqui no hemisfério Sul. No hemisfério essa primeira Lua Cheia após o equinócio de Setembro é chamada de Harvest Moon. Então este eclipse será o Eclipse Lunar Total da Super Harvest Moon.

Próximos Eclipses

Os próximos Eclipses Lunares Totais observáveis do Brasil ocorrem em 27 de Julho de 2018 e em 21 de Janeiro de 2019. No eclipse de Julho de 2018, a Lua já nasce totalmente eclipsada e o eclipse de Janeiro de 2019 será plenamente visto assim como o de 27/09/15.

Blood Moon, a Lua Sangrenta

Nos últimos anos tem-se propagado a expressão Lua de Sangue à Lua eclipsada.
Pode-se pensar à princípio que talvez sua cor avermelhada tenha dado origem ao nome, mas vejamos duas histórias que podem ter iniciado o uso atual da expressão.

Festas Judaicas e as tétrades lunares:
Os pastores Blitz e Hagee chamaram a atenção sobre a sequência de eclipses que se iniciava em 2014 em um livro publicado em 2013 chamado Four Blood Moons: Os eclipses dessa tétrade coincidem com importantes festas judaicas. Os eclipses de Abril de 2014 e Abril de 2015 coincidem com a Páscoa, enquanto que os eclipses de Outubro de 2014 e Setembro de 2015 ocorrem durante a Festa dos Tabernáculos. Para eles tétrades de tempos passados que também coincidem com essas datas festivas estão associados a eventos históricos para a humanidade. Algumas pessoas tomaram essa coincidência de datas como um sinal de que esta poderia ser a última tétrade, o fim dos tempos.
Os dados de eclipses passados ​​mostram que pelo menos oito tétrades lunares coincidiram com feriados judaicos desde o primeiro século.
O calendário judaico é um calendário lunar e a Páscoa sempre ocorre próximo a uma Lua Cheia. Eclipses lunares totais só podem ocorrer em uma noite de Lua Cheia, é muito provável que um eclipse ocorra na Páscoa ou perto dela.

Harvest Moon e Hunter’s Moon:

A primeira Lua Cheia após o equinócio de Setembro é chamada de Harvest Moon em algumas culturas do Hemisfério Norte. A Lua Cheia seguinte de Outubro, é chamada de Hunters’s Moon. Essas Luas possuem uma característica peculiar nas regiões de altas Latitudes do hemisfério Norte: normalmente a Lua nasce 50 minutos mais tarde a cada noite. Porém nessa época do ano, devido à posição da Lua em relação à eclíptica a Lua nasce apenas cerca de 30 minutos mais tarde. Nessa época a noite fica mais tempo iluminada com a Luz do luar, o que justifica a saída para a caça e término da colheita, a fim de se preparar para o inverno que estava pra chegar. Nesse período, devido à sua trajetória no céu, fica mais tempo próximo ao horizonte, e a Lua vista próxima ao horizonte é mais avermelhada. A Harvest Moon também é chamada de Blood Moon.

Fontes:

NASA, Space.com, Universe Today, The Old Farmer’s Almanac, Timeanddate.com, CalSky.com

Journal: Publications of the Astronomical Society of the Pacific, Vol. 72, No. 429, p.481; Title: Enhanced Lunar Thermal Radiation During a Lunar Eclipse; Authors: Shorthill, R. W., Borough, H. C., & Conley, J. M.

Informativo Observacional do NEOA-JBS, http://www.geocities.ws/costeira1/07-2015.pdf acessado em 26/09/2015; http://www.geocities.ws/costeira1/art/eclipse_20150926.pdf acessado em 26/09/2015.

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Dia 15 de Abril teremos o Eclipse Total da Lua. Ótima oportunidade para chamar a atenção para um fenômeno que desperta curiosidades e é fácil de observar. Mas um dos problemas é o horário. A fase penumbral (entre P1 e U1, e entre U4 e P4) tem início às 1h53 mas essa fase não é perceptível a olho nú. Na fase umbral, aí sim, será possível ver a sombra terrestre cobrindo aos poucos a superfície lunar. Ela começa às 2h58 com o primeiro contato (U1), o eclipse se torna total às 04h06 (U2). A Lua inicia a saída da sombra às 5h24 (U3) e o término da fase umbral se dá às 6h33 (U4) já com dia clareando. De alguns lugares no Brasil não será possível ver o final do eclipse pois a Lua já terá se posto no horizonte.

Para observar um eclipse lunar você só precisa de dois equipamentos: seu olhos! É importante também que você tenha o horizonte Oeste livre de obstáculos, pois é o lado onde estará a Lua durante o eclipse. Se na sua cidade estiver nublado, a equipe Astronomia ao Vivo, da qual faço parte, transmitirá e comentará o evento ao vivo pelo youtube. É só acessar www.youtube.com/astronomiaaovivo. Céus claros e boa observação!!!
eclipse 14 abril 2014

Ontem dia 28/11, aqui de Londrina foi possível observar uma ocultação de Júpiter pela Lua. Aproveitei para fazer a estreia do meu novo telescópio. Um Ritchey-Chrétien de 8 polegadas. Bom, o telescópio não é novo. Já passou pelas mãos de alguns excelentes astrônomos e astrofotógrafos até ser dado a mim de presente por um grande amigo… mas isso é outra história.

A ocultação começou às 21h09, e terminou às 21h59 (para Londrina). Não consegui fotografar o primeiro contato, pois estava ainda fazendo alguns testes no telescópio e descobrindo sua “manha”. Mas o segundo contato eu não perdi. Porém, como bom inexperiente, não tirei o melhor que podia da ocasião. Devia ter usado a barlow desde o início do segundo contato (como nas duas últimas fotos). Só fui me ligar depois que o planeta já estava a certa distância do limbo lunar.

Abaixo, fotos da edição de setembro do III Ciclo de Observações Lunares promovido pelo PET-Física da UEL do qual sou colaborador egresso. Nesse projeto, às quartas-feiras de Lua Crescente, montamos telescópios em frente ao Restaurante Universitário da UEL para que a comunidade acadêmica tenha oportunidade de observar nosso satélite natural.

Fotos de outros participantes do 2° Acampamento do CAEH:

No dia 09 de junho de 2012, o Clube de Astronomia Edmond Halley (CAEH) de Marialva-PR (80Km de Londrina), realizou o seu segundo acampamento astronômico. O Miguel (GEDAL) foi convidado a ministrar uma palestra antes dos inscritos seguirem para o local. Sua palestra foi sobre Astrobiologia.

O local de observação fica há alguns quilômetros fora da cidade. Local limpo e muito bom pra montar os equipamentos. Chegamos em comboio. O ônibus que trazia o pessoal de Maringá atolou numa manobra e quase tombou (veja as fotos). Foi preciso chamar um trator pra desatolar.

Por problemas com a energia não pude ligar a NEQ6. Só levei o Mak 90mm mas nem cheguei a tirar a tampa dele. Só levei pra passear…rsrs… Acabei só tirando algumas fotos de 30 segundos com a Canon T2i. A Canon Xti modificada, recém comprada, não deu pra testar por falta de energia (só tenho adaptador para fonte pra ela).

O céu, apesar de ter melhorado muito no início da noite, estava em condições regulares para observação. Nuvens ralas e persistentes que multiplicavam a PL refletindo as luzes de Mandaguari, Marialva, Sarandi, Maringá, e até mesmo de Arapongas ao longe no Oeste. A temperatura, apesar de frio, estava suportável e não chegou a incomodar, umidade regular. Nem cheguei a avaliar o seeing.

Ficamos no local das 21h às 1h aproximadamente. Observei as pessoas, conversei com alguns, sempre de olho no Ian bagunçando no escuro. De Londrina (GEDAL) estavam eu, o Miguel, o Renan, a Nívea e o Ian. Entre organização e inscritos, mais de cem pessoas. Cerca de 8 telescópios à disposição, entre eles um gigante C14.

Havia no local dois geradores a gasolina, um do grupo e outro da equipe de reportagem que estava presente. Pude observá-los rapidamente e achei menos barulhentos que eu imaginava. Se usar um fio bem longo e deixar o gerador bem longe, ele não incomoda. Pode ser uma opção de aquisição.

Destaco a grande dedicação do grupo CAEH na organização e realização do evento. Se esforçaram ao máximo para atender bem a todos… havia bebida quente e lanches (muito bom por sinal!), banheiros químicos… deixo registrado aqui meus parabéns! Certamente me esforçarei para estar presente no próximo acampamento.

Abaixo, minhas poucas fotos:

Hoje o Pet-Física/UEL deu início ao III Ciclo de Observações Lunares. Iniciamos às 18h e seguimos até às 20h. A observação acontece no horário de jantar dos alunos e funcionários da UEL e colocamos telescópios a disposição dos acadêmicos, funcionários e da comunidade, no pátio do restaurante universitário.

As datas, e os principais alvos para este ano são:

28/03 – Lua, Vênus, Júpiter e Marte
25/04 – Lua, Vênus, Saturno e Marte
30/05 – Lua, Saturno e Marte
27/06 – Lua, Saturno e Marte
25/07 – Lua, Saturno e Marte (conjunção tripla)
22/08 – Lua, Saturno e Marte (conjunção tripla)
26/09 – Lua, Saturno e Marte
24/10 – Lua, Marte, Mercúrio
21/11 – Lua e Marte

Data e Local: 24/03/2012 – “BREU” (final da Estrada do Limoeiro), próximo ao Rio Tibagi, Londrina-PR.

A intenção era chegar ao Breu antes de anoitecer, mas acabei atrasando, e eu e o Saulo chegamos lá pouco antes das 19h. Mesmo assim pudemos observar o local ainda claro. Decidimos subir os carros no gramado do campo de futebol que fica ao lado do local tradicional das observações. Particularmente achei o local melhor por fugir de uma árvore chata que atrapalhava a visão a Oeste, outras árvores acabam escondendo um pouco as luzes de postes que ficam num morro próximo, e evitamos as luzes dos carros e ônibus que circulam nas estradinhas. Achei ainda que os carros ficam melhor posicionados. O problema do gramado é que, depois de muito sereno, fica molhado e incomoda andar.
Com calma montei meus equipamentos, enquanto o pessoal ia chegando. Como estava sem energia para ligar a montagem (meu acendedor do carro não está funcionando), e apesar Saulo ter oferecido o acendedor do carro dele, decidi não montar a EQ6, e usei o GSO 12″ na sua montagem dobsoniana mesmo. Outro fato foi que, pelo fato de ainda não estar bem treinado no uso da montagem, precisaria de concentração e calma pra mexer nela sem fazer bobagens. E como havia muitas pessoas no local querendo observar, muitos pela primeira vez, então deixei os testes de fotografia pra outro dia.
O Mak 90mm ficou de lado coitado… só tomou sereno e deu trabalho pra limpar depois. Em certo momento ouvi um espirro, e mais tarde ao conferir o menisco do makzinho não tive dúvidas, espirraram no meu telescópio… rsrs.
Em observações com muitas pessoas você acaba não vendo muito, e nem mostrando muito. Várias pessoas para ver, fazendo fila. Não que eu não goste, pelo contrário, é muito legal ver a reação de quem observa pela primeira vez, por exemplo, a Lua, Saturno ou Júpiter, pela primeira vez ao telescópio. Nessa observação vimos Nebulosa de Eta Carinae, M51 em Cão Maior, Ômega Centauri, Sombrero, Plêiades do Sul e outros aglomerados abertos entre o Cruzeiro e Carina, os planetas Marte e Saturno, M6 e M7, entre outros.
Não vou me lembrar de todos que estavam por lá, mas destaco, além dos membros do GEDAL, os integrantes do CAEH -Clube de Astronomia Edmond Halley de Marialva (acho que eram 10 pessoas), os amigos de Maringá Ricardo Pereira e o veterano em astronomia amadora Paulo Bonagura, meu amigo dentista e músico Dr. Átila de Arapongas e sua esposa, meu colega de graduação Renato Zandrini e namorada, também o amigo Roberto Gameiro e seu irmão. Ainda vi por lá crianças e senhores e senhoras muito interessados na observação.
Entre uma e outra observada no telescópio, conversamos muito sobre “causos” passados nos Epasts, Enasts, observações, etc…  bate-papo muito bom e agradável. Encerramos às 1h45, fechando com Saturno com 250x e 500x (ok é exagero). O planeta na ortoscópica de 6mm estava fantástico.

Condições Metereológicas:

Céu com nuvens. Pela manhã não daria pra dizer que fosse possível uma observação, mas confiamos na previsão do tempo. Ao cair da noite as nuvens começaram a dispersar, mas em certo momento o céu  voltou a ficar todo encoberto, depois abriu e no fim da observação estava totalmente limpo; Muita humidade devido a fim de passagem de frente fria e proximidade ao rio Tibagi. Nevoeiro leve no fim da observação;
Seeing regular e Sky Glow forte no Oeste (Londrina) até 45 graus, moderado no Norte (Ibiporã) e leve no Leste
(Cornélio Procópio);
Temperatura: agradável, estimo entre 25 (máxima) e 16 graus (mínima).

Equipamentos:
Vou descrever os que lembro:
Meus: GSO 12″ e Mak 90mm;
Saulo: refletor 180mm;
Observatório: Meade LX 200 12″, dois ETX125 PE, dobsoniano 200mm (Colleti);
Um refrator (Blue Sky?) – Não lembro o nome do amigo que levou ele;

Dessa vez, não fiz fotos… para ver o post no blog do Miguel com mais detalhes e com fotos acesse: http://gedal.blogspot.com.br/2012/03/observacao-deste-sabado-24032012.html