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Aproveitando uma janela de duas noites de céu noturno limpo no verão paranaense pra colocar filtros LRGB e a nova roda de filtros de 7 posições (36 mm) pra funcionar. O objetivo era verificar o funcionamento correto do equipamento acoplado à lente 200 mm e câmera QHY9S-M, e iniciar o aprendizado no processamento com esse tipo de imagem. O alvo foi M42 (Nebulosa de Órion), como dizem, faz parte do catálogo OM (“objetos manjados”). Há um crop na imagem, pra evitar a aberração que surgiu, principalmente no canal Azul. Outro detalhe é a presença de manchas do sensor na imagem, e como não foram usados frames de calibração (principalmente flat frames) elas estão bem aparentes na imagem.

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Amateur Astronomy Picture of the Day é uma página da The Free Astronomical Society, associação de astrônomos americanos e europeus anônimos. Todo dia é escolhida uma imagem, chamada de Imagem Astronômica Amadora do Dia e postada em destaque por 24h na página. No dia 29/01/19 uma imagem feita por mim em 22/10/18 da Lua Crescente foi escolhida para ilustrar a página. Um reconhecimento que nos deixa feliz e lisonjeado. O link para o AAPOD2. Segue a imagem:

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Essa é a segunda imagem minha escolhida pela página, a outra foi em 23/03/2018 e pode ser vista aqui.

Se você vai fotografar imagens de céu profundo com câmera astronômica e lentes de câmeras DSLR (teleobjetiva, lente prime ou lente comum) sabe que é preciso fechar a lente pelo menos dois pontos a partir da abertura total para obter melhor imagem (menos aberrações e estrelas mais uniformes). No meu caso, por exemplo, estou usando uma lente Canon 200 mm f/2.8L II USM e uma câmera CCD QHY9S-M e o ideal é fotografar com com a lente em f/4. Mas se a câmera astronômica não pode controlar eletronicamente o diafragma da lente no momento da exposição, como manter a abertura correta?

O procedimento é simples, mas você vai precisar acoplar a lente em uma câmera DSLR (no meu caso uso uma Canon 600D T3i). Configure na câmera a abertura que você vai trabalhar com a lente em suas astrofotografias e em seguida faça uma foto de longa exposição (uns 10 segundos por exemplo). DURANTE a exposição da foto, desacople a lente da câmera e pronto. Olhando através da lente certifique-se de que o diafragma está agora “travado” na abertura que você escolheu. Pronto, agora é acoplar com câmera astronômica e boas fotos!

A informação foi útil pra você?  Deixe uma mensagem! Abraço!

Mosaico com o registro de toda a sequência do Eclipse Lunar Total de 21 de Janeiro de 2019. Lente 200mm, Câmera Canon 600D e montagem AZEQ5. A baixa resolução é devido à pequena distância focal e abertura da lente. Todo o eclipse foi transmitido no canal Astronomia ao Vivo aqui.

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Imagem da Lua durante o Eclipse Lunar de 15/04/2014. Imagem de Marcelo Domingues (Observatório Carina - Brasília-DF)

Imagem da Lua durante o Eclipse Lunar de 15/04/2014. Imagem de Marcelo Domingues (Observatório Carina – Brasília-DF)

  • O Eclipse Lunar Total de 21 de janeiro de 2018 (de Domingo para Segunda-feira) tem duração total de 05h11m30s. A fase visível do eclipse tem duração total de 03h16m45s e a totalidade tem duração total de 01h01m59s.
  • Depois de 19 anos volta a ocorrer um eclipse totalmente favorável à América (o último em 21 de janeiro de 2000). Devido a isso está sendo chamado de Eclipse Panamericano (Sérgio Sacani – Space Today); Parte Oeste da Europa e África também verão completamente a fase total do eclipse;
  • Devido à refração de parte da luz solar na atmosfera da Terra durante o eclipse, parte dela (principalmente a luz vermelha) atinge a superfície da Lua durante o fenômeno, de modo que a Lua não fica totalmente escura, mas com tons de vermelho e vermelho-ocre. A mídia sensacionalista costuma chamar o Eclipse Lunar Total de “lua de sangue”;
  • A fase de Lua Cheia é atingida às 03h16 da manhã e cerca de 15 horas após o eclipse (às 18h) a Lua atinge o seu ponto mais próximo da Terra na órbita. Esse ponto é chamado de perigeu lunar e nesse momento a Lua estará a aproximadamente 357,3 mil km da Terra (a distância média é de cerca de 384,4 mil km). Quando a diferença entre a Lua Cheia e o Perigeu é pequena, essa fase é chamada por muitos de Super Lua devido ao fato de nosso satélite natural ficar maior que a média (às 18h de 21 de janeiro a Lua estará com 33,42 arcsec de diâmetro lunar, para comparação, a média é de 31,07 arcsec). O fato de termos uma Super Lua e um Eclipse Lunar Total na mesma data, levará a mídia sensacionalista a “criar” nomes chamativos (olha o clickbait!) como: “Super Lua de Sangue”, “Super Eclipse de Sangue”, “Eclipse Total da Super Lua”, “Super Eclipse Lunar Total de Sangue”, “Lua Sangrenta e Eclipsada próxima da Terra” etc.;
  • A fase penumbral do eclipse terá início às 00h37 (horário de Brasília). Nesta fase a Lua entra na chamada Penumbra da Terra e não há nenhuma percepção visual pelo observador; às 01h35 inicia-se a fase umbral do eclipse, essa sim visível; a Lua fica completamente eclipsada a partir das 02h42 da manhã e fica assim até as 03h44; desse horário, até as 04h51, a Lua vai deixando a Umbra e voltando ao seu brilho e cor característicos;69216601-7bd2-4a7f-9325-fa4fa68ae044
  • A coloração da Lua durante o eclipse pode variar e uma das causas é a concentração de material particulado na atmosfera da Terra, principalmente aquelas emitidas por erupções vulcânicas. Como estamos em período de grande atividade de vulcões (vide Krakatoa, Anak Krakatoa, Etna, Kilauea, Volcán de Fuego, etc), espera-se uma alteração na coloração típica do nosso satélite tornando-se mais escuro que a média (ver Escala Danjon);

    Esse eclipse é totalmente favorável para observadores em qualquer local da América. Sendo chamado de "Eclipse Panamericano de 2018".

    Esse eclipse é totalmente favorável para observadores em qualquer local da América. Sendo chamado de “Eclipse Panamericano de 2018”.

  • Para observar um Eclipse Lunar Total não tem segredo algum. Basta um local seguro, com boa visada para a posição da Lua, uma cadeira (de preferência aquelas reclináveis) e uma boa companhia. Apesar de interessante observar com equipamento, não é necessário telescópio, binóculo, etc. para ver o eclipse lunar. Também não é preciso proteger a visão (ao contrário do eclipse solar onde é obrigatório o uso de filtros próprios) e não é preciso sair da cidade em busca de local mais escuro, já que a Lua pode ser perfeitamente vista mesmo em condições de extrema poluição luminosa;
  • Se quiser fotografar o eclipse, você precisará, de preferência, ou uma câmera tipo super-zoom, ou uma câmera tipo DSLR (Canon, Nikon, etc) e teleobjetiva com boa distância focal. É interessante fazer um teste horas antes para ajustar a câmera e não perder tempo no momento do fenômeno. É possível também usar telescópio e acoplar uma câmera a ele, pra isso é preciso adaptadores próprios e o importante é testar dias antes para que não se atrapalhe e perca o registro do fenômeno. Tentar fotografar com celular com baixa resolução, sem zoom e sem ajustes manuais poderá ser decepcionante; É interessante fotografar todo o eclipse com fotos intervaladas, e depois processar um vídeo com a sequência do eclipse;
  • Uma dica é procurar saber se há clube de astronomia em sua cidade. Provavelmente eles farão observação do eclipse em grupo e em evento que pode ser público e aberto a participação de qualquer pessoa. Junto a um grupo de astrônomos amadores você poderá observar em telescópios, fazer perguntas e ouvir dicas e informações sobre o eclipse e os próximos eventos astronômicos;
  • Se chover, obviamente o eclipse não poderá ser observado, mas sempre há transmissões ao vivo do evento em páginas conhecidas como NASA TV e SLOOH. No Brasil alguns canais no Youtube também farão transmissão ao vivo com comentários e bate-papo (inclusive com sorteio de brindes!). Recomendo acompanhar os canais Astronomia ao Vivo, Space Today ou Mensageiro Sideral.
  • Se por algum motivo você não puder acompanhar esse eclipse lunar, as próximas oportunidades de ver o fenômeno de maneira completa serão em 16 de maio de 2022 e 14 de março de 2025. Outros eclipses lunares poderão ser vistos do Brasil mas, ou serão eclipses parciais ou serão vistos apenas parte dele (ou a Lua se põe antes de completar o eclipse ou nasce já terminando o eclipse).

Equipamentos: Telescópio Celestron Maksutov-Cassegrain 127mm; Câmera ZWO 120MC; Montagem SkyWatcher AZEQ5; Observatório Draco Australis-Londrina-PR;

 

Imagem de 31 de janeiro cerca de 14 horas após a Lua Cheia, a famosa Super Lua Azul. Super porque estava próxima ao Perigeu, e Azul porque é o nome dado à segunda lua cheia em um mesmo mês. Para o registro dessa bela imagem foram usados: Telescópio Maksutov-Cassegrain 127mm; Câmera ZWO ASI120MC; Montagem SkyWatcher AZEQ5; Softwares: SharpCap para captura; AutoStakkert2 para empilhamento; PS CS6 (Photomerge) para montagem e processamento; 17 imagens em mosaico.

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Observatório Draco Australis, com sua estação NEW1 deu início às suas primeiras capturas de meteoros. O videomonitoramento de meteoros faz parte de uma campanha permanente da Bramon – Brazilian Meteor Observation Network que possui diversas câmeras espalhadas pelo território nacional. O pareamento dessas câmeras, com registros simultâneos, permite basicamente dois estudos: o cálculo das órbitas dos meteoroides e assim, encontrar chuvas de meteoros ainda não catalogadas e também calcular o local de queda de meteoritos que atingem o solo, possibilitando assim, expedições de resgate desse meteoritos.

Ainda é necessário alguns ajustes na câmera e configuração de software, e ainda entender o processo de análise dos registros. A qualidade dos vídeos devem melhorar com o tempo.

 

Idade: 11 dias; 87% iluminada; Distância: 363 000 km; Equipamento: Câmera ZWO ASI120mc; Filtro Astronomik ProPlanet 742 IR-pass; Telescópio Celestron Maksutov-Cassegrain 127mm f/12; Montagem SkyWatcher AZ-EQ5; 17 imagens em mosaico; 150 frames empilhados em cada imagem.

Idade: 11 dias; 87% iluminada; Distância: 363 000 km; Equipamento: Câmera ZWO ASI120mc; Filtro Astronomik ProPlanet 742 IR-pass; Telescópio Celestron Maksutov-Cassegrain 127mm f/12; Montagem SkyWatcher AZ-EQ5; 17 imagens em mosaico; 150 frames empilhados em cada imagem.

Hoje finalmente instalei a câmera de videomonitoramento que vai filmar meteoros no céu. Essa câmera vai integrar a rede da BRAMON (Brazilian Meteor Observation Network). 

Praticamente a primeira imagem da minha estação de videomonitoramento que vai em breve integrar a rede da BRAMON.

Praticamente a primeira imagem da minha estação de videomonitoramento que vai em breve integrar a rede da BRAMON.

Com a imagem de meteoros é possível calcular suas órbitas, e assim, são possíveis pelo menos dois tipos de pesquisas: encontrar meteoritos em solo a partir das imagens de bólidos (a Bramon já participou, por exemplo, da descoberta do meteorito Porangaba) e encontrar novos radiantes de chuvas de meteoros (a IMO incluiu recentemente mais de uma centena de chuvas descobertas pela Bramon em seu catálogo).

O equipamento usado é muito simples: Uma câmera de vigilância (Samsung SCB2000) ligado a um netbook antigo (Acer Aspire One) através de uma placa de captura (USB externa) e softwares de captura.

Em breve espero postar aqui alguns vídeos de meteoros capturados dessa estação. Mais atualizações em breve.