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(Em construção…)

A Lua Cheia de 31/01 possui particularidades que chamam a atenção e certamente

Calma não leve a sério! A Lua não atinge esses tons de cores (infelizmente!rsrs). A definição atual de Lua Azul foi feita por astrônomos amadores, já o termo Super Lua foi definida por um astrólogo. Já o termo Lua de Sangue parece ter origem religiosa e disseminou com facilidade nas redes sociais.

Calma não leve a sério! A Lua não atinge esses tons de cores (ahh infelizmente! ). A definição atual de Lua Azul foi feita por astrônomos amadores a partir de um erro de interpretação, o termo Super Lua foi criada por um astrólogo. Já o termo Lua de Sangue parece ter origem religiosa e disseminou com facilidade nas redes sociais.

 tomará bom espaço na imprensa e nas redes sociais. São três eventos “quase” simultâneos: Lua Cheia no Perigeu, Eclipse Lunar Total e Segunda Lua Cheia no mesmo mês (Lua Azul).

Abaixo, listo características e curiosidades sobre esses eventos:

  • No dia 31/01 ocorre um eclipse lunar total, ou seja, a passagem da Lua pelo cone de sombra da Terra. Infelizmente esse evento não será visível do Brasil. O horário do máximo do eclipse é 13h30UT, 11h30 horário de Brasília. As região do globo terrestre que observarão o fenômeno são: Ásia, Oceania, Ilhas do Pacífico e Alasca.
  • Um eclipse lunar sempre ocorre, por fatores óbvios, na Lua Cheia. Neste caso uma particularidade, a Lua estará próxima ao perigeu que é ponto mais próximo na órbita lunar. A esse evento dá-se o nome por alguns de Super Lua Cheia. A data e horário exato da passagem lunar pelo perigeu é 30/01 às 09h58 (UT), 07h58 horário de Brasília e a Lua estará a uma distância de 358 000 km com diâmetro angular de 33’16” (a média é 31’04”). Por comparação, a Lua pode atingir no apogeu (ponto mais distante), até 405 000 km de distância da Terra. Para um observador casual uma Super Lua não difere em nada de uma Lua cheia comum.
  • 2018 já começou com uma Lua cheia em seu primeiro dia e a Lua cheia de 31/01 será, portanto, a segunda do mês de janeiro. Sempre que ocorrem duas Luas cheias no mesmo mês, à segunda dá-se o nome de Lua Azul. No hemisfério Norte existe a tradição de nomear cada Lua Cheia do Ano. À primeira Lua cheia após o início do inverno, dá-se o nome de Wolf Moon, à segunda, normalmente em fevereiro dá-se o nome de Snow Moon. Dessa vez a Wolf Moon e a Snow Moon estão em janeiro.
  • Em 2018 não haverá Lua Cheia no mês de fevereiro. Isso ocorre a cada 19 anos. Ocorreu a última vez em 1999 e anteriormente em 1980. A próxima vez que ocorrer será em fevereiro de 2037 (isso é verdade para a maior parte da Terra, em alguns locais como o leste da Ásia e leste da Austrália a Lua Cheia se dá em 01/02).
  • Duas Luas Cheias em um mesmo mês ocorrem, em média, a cada 2,72 anos. As anteriores ocorreram em novembro de 2010, agosto de 2013, maio de 2016. Em 2018 (e depois só em 2037) há uma exceção que são duas Luas Azuis no mesmo ano (em Janeiro e em Março).
  • A duração da fase total do eclipse será de 1h16min; do início da fase umbral (U1) até o fim da fase umbral (U4) será de 3h23min; e do início da fase penumbral (P1) até o fim da fase penumbral (P4) será de 5h17min.
  • Sites, e páginas sensacionalistas tendem a chamar o Eclipse Lunar Total de “Lua de Sangue”. De fato a cor da Lua, durante o fenômeno, varia de um marro-acinzentado a um vermelho intenso. Isso ocorre devido ao maior desvio dos comprimentos de onda de luz próximos do vermelho, que ocorre na atmosfera terrestre, e que se desviam para dentro do cone de sombra da Terra, atingindo a superfície lunar durante o eclipse. O público leigo tende a ser atraído por títulos do tipo “Vem aí a Super Lua de Sangue”, ou “Super Lua Azul também será Lua de Sangue”, etc.
  • Algumas páginas têm noticiado que será um evento muito raro. Segundo o que o astrônomo amador Alexandre Amorim informou em sua página do Facebook em 10/01/18, um eclipse lunar total da “Lua Azul” e próxima ao perigeu não é tão raro assim. De 1982 a 2037 (55 anos) ocorrerão três eclipses lunares totais com “Lua Azul” próxima ao perigeu: 30/12/1982, 31/01/2018 e 31/01/2037.
  • O termo “Lua Azul” (Blue Moon) hoje é dado à segunda Lua Cheia em um mesmo mês. Mas há outra definição mais antiga para esse termo. Há décadas atrás a definição usada no Maine Farmers’ Almanac era a que de a Lua Azul seria a terceira Lua cheia de uma estação que tivesse quatro Luas cheias (normalmente há apenas três). Isso era necessário para se manter a tradicional nomenclatura das luas cheias ao longo do ano (Wolf Moon, Strawberry Moon, Harvest Moon, etc). Mas em um artigo da Sky & Telescope de 1946, o astrônomo amador James Hugh Pruett (1886-1955) fez uma suposição incorreta sobre como essas “luas extras” são nomeadas como sendo a segunda Lua Cheia de um mês. Por muito tempo o novo termo acabou esquecido, até que ressurgiu em 1980 durante uma transmissão de rádio durante o programa Star Date que usou como fonte o artigo de Pruett de 1946.
  • Este quadro da Sky & Telescope mostra a diferença de datas entre as “Luas Azuis” com a antiga definição e as “Luas Azuis” com a definição moderna. Nota-se que no ano em que um tipo ocorre, não ocorre o outro (ao menos no período mostrado).
  • Ao contrário do que parece, a Lua Cheia não é o melhor momento para se observar detalhes da superfície lunar (como crateras, mares, rimas, vales, cadeias de montanhas, etc) com auxílio de telescópios, lunetas ou binóculos, . Durante a Lua Cheia, do ponto de vista de um observador na Terra, não se vê sombras projetadas na superfície lunar, o que dificulta a observação de detalhes e sinuosidades.
  • A ocorrência de uma Lua Cheia de apogeu (“minilua” ou “microlua”) seis meses antes ou depois de uma Lua Cheia de perigeu é normal. Em 2018 temos, portanto, a Lua Cheia de Perigeu (Super Lua) de 31 de janeiro em contraposição à Lua Cheia de Apogeu (Mini Lua) de 27 de junho. Como recomenda o Anuário Astronômico Catarinense (página 173), é interessante fotografar as duas Luas Cheias indicadas, com o mesmo equipamento e configuração (aumento, distância focal, abertura, etc) para comparação dos tamanhos angulares aparentes.
  • Em março haverá também uma segunda Lua Cheia. A primeira em 01/03 e a segunda em 31/03). Porém está não estará no perigeu e muito menos eclipsada.

Fontes:

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Lua Crescente de 22/11/2017, 14% iluminada, distante 406 mil km. Mosaico de 5 imagens; Câmera ASI120MC; Telescópio Maksutov-Cassegrain Celestron 127mm; Imagem registrada no Observatório Draco Australis – Londrina-PR.

Panorama_Sem Título3

Imagem capturada em julho de 2017 durante o X EBA – Encontro Brasileiro de Astrofotografia em Padre Bernardo – GO. Ela mostra a região do centro da Via-Láctea, entre as constelações do Escorpião e Sagitário, com destaque para algumas nebulosas de emissão como Nebulosa Pata do Gato (NGC 6334) e Nebulosa da Lagosta (NGC 6357) à esquerda em baixo, e ainda Nebulosa da Lagoa (M8) e Nebulosa Trífida (M20) no alto à direita. Destaca-se ainda o planeta Saturno que brilha forte na imagem no canto direito em baixo. Dados: Câmera Canon T3i Modificada; Lente Canon 50mm; Montagem SkyWatcher Star Adventurer; Frames: 20 de 90 segundos; Processamento e pós-processamento: DSS e PS.

Foto guardada - com configuracoes defenidas.

Mosaico de 15 imagens da Lua Crescente de ontem 01/11. 90% iluminada e distante 381 000 km. Fotografada com telescópio Maksutov 127mm e câmera ASI120MC. Observatório Draco Australis – Londrina – PR. Panorama_Sem Título3

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Panorama_Sem Título2

Panorama_Sem Títulofinal

Lua registrada em 30/08/2017 com ajuda do amigo Saulo de Aquino.

Panorama_Sem Título1 FINAL4

 

Telescópio Celestron Maksutov-Cassegrain 127 mm, montagem Skywatcher AZ-eq5 e câmera ZWO ASI120MC. 15 imagens para o mosaico.

Panorama_Sem Título1 cópia7b

Mosaico com nove tomadas de 1000 frames cada e empilhados 30% dos melhores frames. Telescópio Celestron Maksutov-Cassegrain 127mm; Montagem Skywatcher AZ-eq5; Câmera ZWO ASI120MC; Captura com ShapCap 3, processamento Registax 6 e pós-processamento Photoshop CS6. Registro feito do Observatório Draco Australis – Londrina – Paraná.