Category: equipamento


Hoje finalmente instalei a câmera de videomonitoramento que vai filmar meteoros no céu. Essa câmera vai integrar a rede da BRAMON (Brazilian Meteor Observation Network). 

Praticamente a primeira imagem da minha estação de videomonitoramento que vai em breve integrar a rede da BRAMON.

Praticamente a primeira imagem da minha estação de videomonitoramento que vai em breve integrar a rede da BRAMON.

Com a imagem de meteoros é possível calcular suas órbitas, e assim, são possíveis pelo menos dois tipos de pesquisas: encontrar meteoritos em solo a partir das imagens de bólidos (a Bramon já participou, por exemplo, da descoberta do meteorito Porangaba) e encontrar novos radiantes de chuvas de meteoros (a IMO incluiu recentemente mais de uma centena de chuvas descobertas pela Bramon em seu catálogo).

O equipamento usado é muito simples: Uma câmera de vigilância (Samsung SCB2000) ligado a um netbook antigo (Acer Aspire One) através de uma placa de captura (USB externa) e softwares de captura.

Em breve espero postar aqui alguns vídeos de meteoros capturados dessa estação. Mais atualizações em breve.

 

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Sem títuloSe ao tentar instalar o programa NexRemote da Celestron surgir a mensagem:

NexRemote (1.7.23) is not allowed to run on WinNTx (6.2)  Setup Aborted!

você deve instalá-lo no Modo de Compatibilidade:

  • clique com o botão direito do mouse e depois em Solucionar Problemas de Compatibilidade (pode ser também via Painel de controle/Encontrar e corrigir problema/executar programas criados para versões anteriores do Windows/Avançar se não aparecer o NexRemote na lista deixe a opção não listado e encontre ele na busca;
  • em seguida Solucionar Problemas de Programa;
  • depois em O programa funcionou em versões anteriores do Windows… ;
  • a seguir escolha uma versão antiga (eu escolhi Windows XP);
  • e por fim Testar Programa;
  • pronto, ele deve instalar normalmente, e pra finalizar é só reiniciar o sistema.
  • Fim.

Se conseguir usando essa dica deixe um comentário. Boa sorte!

(se você chegou aqui procurando informações sobre o NexRemote não deixe de ler esse artigo/review de Rod Mollise)

Um dos maus da astrofotografia de céu profundo é que pra cada equipamento vai pelo menos um fio: montagem dois cabos, 2 dew heathers dois cabos, câmera dois cabos, guiagem um cabo, fora a fontes e notebook… pra quem não tem (ainda) um observatório fixo como eu, levo mais tempo pra ajustar e plugar tudo do que enquadrar e começar a fotografar. E  olha que ainda faltam mais umas parafernálias pra complementar o setup.

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Comprada desde novembro, no início do ano chegou finalmente minha tão esperada câmera dedicada, uma QHY9S-M adquirida no representante brasileiro da QHYCCD, a tellescopio.com. Essa câmera permite controlar a temperatura do sensor em até 50 graus abaixo da temperatura ambiente, o que reduz muito o ruído da imagem.

Desde que comecei a fotografar objetos de céu profundo descobri que a poluição luminosa seria um problema sério se eu quisesse melhorar a qualidade das imagens, isso me fez decidir que, assim que pudesse, partiria para imagens de banda estreita. Até então, minhas imagens eram feitas com câmera Dslr não modificada, com um filtro nativo que não deixa captar justamente a melhor emissão para a astrofotografia de nebulosas, a emissão alpha do Hidrogênio (que é o átomo mais abundante no universo). A nova câmera não tem esse problema e melhor, é possível, com o uso de filtros adequados, os chamados filtros da banda estreita, selecionar os comprimentos de onda desejados, rejeitando a luz inconveniente da cidade (comprimentos de onda do mercúrio e do sódio emitidas pelas lâmpadas). Os filtros mais usados para banda estreita são os do Hidrogênio, do Oxigênio e do Enxofre, os quais podem ser processados juntos para formar uma imagem em cores falsas.

O método de enquadramento, captura e foco com a nova câmera são totalmente diferentes e trata-se, portanto, de um novo caminho e aprendizado na astrofotografia. Um setup para esse tipo de fotografia não é barato mas é o único jeito para fazer registros em região urbana com a melhor qualidade possível.

Em fevereiro comprei o filtro h-alpha Baader 7nm de 1.25″ pra usar a câmera com a lente Nikon Nikkor 180mm ED Ai-S. A ideia é comprar, quando eu puder, filtros da Astrodon de 5 ou 3nm, só que os preços são de assustar e vai ficar pra daqui um tempinho ainda. Adquiri também um adaptador da Geoptik que possibilita acoplar a lente fotográfica na ccd e possui rosca para incluir filtros de 1.25″ nele.

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QHY9M+adaptador Geoptik+lente Nikkor 180 ED + anéis ADM. Conjunto montado sobre o telescópio Esprit APO100mm e NEQ6. O filtro h-alpha vai rosqueado no adaptador.

A foto acima mostra o conjunto montado. Com essa configuração consigo uma imagem com campo de aproximadamente 5,7°x 4,3° (caberiam umas 90 luas cheias nesse campo!) e com resolução de cerca de 6″/pixel. Acredito que a lente, pelo menos durante esse ano, será mais usada que o telescópio.

Desde o início do ano o céu não tem colaborado e são raras as noites realmente limpas e com transparência mínima para astrofotografia. A temporada anual para astrofotos aqui para o norte do Paraná vai mais ou menos de abril até setembro ou outubro. Fora desse período, um noite de céu limpo tem de ser aproveitado.

Na noite de 24 para 25 de março finalmente o céu ofereceu excelentes condições e pude enfim montar a parafernália no quintal para uma noite de capturas. Tudo ia bem, montagem ok, câmera e lente ok, mas o PHD Guiding resolveu dar pau e não funcionou de jeito nenhum, acabei então fazendo as imagens sem guiagem e com frames mais curtos do que eu pretendia. Para primeira luz da câmera escolhi a Nebulosa de Eta Carina NGC 3372 e segunda imagem escolhi o par M20 e M8, mesmo ainda baixos no horizonte. Foram frames de 120 segundos com o sensor a uma temperatura de -10°C. Nessa primeira captura ainda não fiz o ajuste correto de ganho e off-set por isso surgiu o efeito de blooming nas imagens (os riscos verticais que partem das estrelas mais brilhantes). A sessão de captura teve de ser interrompido, pois era dia de semana e eu precisava trabalhar no dia seguinte bem cedo. Como foi uma noite para primeiros testes, fiquei satisfeito com o resultado.

Eis as imagens:

Foto guardada - aplicadas configuracoes.

Nebulosa de Carina, NGC 3372. Primeira luz da câmera e estreia na captura da emissão H-alpha. Aqui foram 14 frames de 120 segundos cada com temperatura do sensor a -10°C.

Nebulosa NGC 3372 à esquerda e o par de nebulosas M20 (Nebulosa da Lagoa) e M8 (Nebulosa Trífida)

O par de nebulosas M20 (Nebulosa da Lagoa) e M8 (Nebulosa Trífida). 8 frames de 120 segundos a -10°C.

Para captura foi usado o programa EZCAP, para empilhamento e pré-ajustes, o Deep Sky Stacker e para ajustes finais Photoshop. O objetivo seguinte é conseguir capturas de 10 minutos com guiagem e em breve adquirir o filtro OIII para, junto com o H-alpha, compor imagens com cores.

Nova aquisição para astrofotografia de grande campo:

Primeiras impressões

Meu grande sonho desde que comecei a estudar sobre equipamentos para astrofotografia era adquirir um refrator apocromático. Apesar do alto custo, a durabilidade, a baixa necessidade de manutenção, estabilidade da imagem, facilidade de transporte e principalmente, os resultados práticos que observo entre os amadores, me fizeram a muito tempo tomar a decisão de investir nesse tipo de equipamento para astrofotografia.

Fiz a compra na pré-venda o que me garantiu um preço razoável. O valor subiu consideravelmente
depois.

Assim que chegou confesso que esperava uma caixa maior, mas assim que comecei a desembalá-lo essa pequena decepção acabou.  A primeira surpresa boa foi o case: eu já sabia que os Esprit são fornecidos com dois cases diferentes. Uma maleta de alumínio e uma caixa preta mais robusta. Veio a melhor! Excelente! Não se pode esperar algo melhor de uma caixa para armazenar um telescópio. Além da beleza do acabamento ele passa a impressão de robustez e durabilidade. Possui duas fechaduras giratórias com fecho para cadeados, três alças nas laterais para transporte. Todas as arestas e quinas são revestidas com chapas e cantoneiras metálicas. Transportar na mão à longa distância não é tarefa tão fácil pois todo o conjunto deve pesar mais de 20kg!
É possível adaptar rodinhas ou comprar um pequeno carrinho com rodinhas pra facilitar. Ele cabe facilmente no banco traseiro de um carro popular ou no porta malas de um carro hatch.

Ao abrir a primeira coisa que me chamou a atenção surpreendentemente não foi o telescópio em si. Mas o sistema de amortecimento do OTA usando bolas de tênis e bolas de borracha cravadas nas laterais e tampa! Não tinha visto isso em outros reviews na internet e me foi uma surpresa feliz.O OTA vem suspenso nessas bolinhas e aparentemente amortece muito bem dos possíveis impactos no case. É nítida a preocupação do fabricante de que o ota chegue são e salvo às mãos do cliente.

Fui primeiramente desembalando os acessórios. A buscadora de 8X50 vem com diagonal 90° eretora e vem dentro daqueles tradicionais sistemas com três parafusos de fixação em um par de anéis muito usados em telescópio de guiagem. A não ser pela diagonal, o corpo da buscadora é bem parecida (senão idêntica) às buscadoras da Orion (incluido o Miniguide) e as buscadoras da GSO de mesmo tamanho.

A diagonal dielétrica de 2 polegadas possui um acabamento igual ao do focalizador, um preto esmaltado brilhante muito bonito. Tá dó de encher ele de digitais ao pegar com as mãos…rsrs. Um paninho pra limpar é necessária aos mais cuidadosos. Ela possui adaptador 1,25″ como deve ser.

Entre os acessórios vieram aplanador de campo (próprio desse modelo), duas abraçadeiras e um dovetail Losmandy curto, adaptador para o aplanador de campo e adaptador para câmeras Canon (inesperado esse! rsrs). No site da Sky-Watcher entre os itens está uma ocular LET 2″ de 28mm que não veio. Já tinha visto nos fóruns internacionais que alguns acessórios poderiam variar em diferentes países.

Por último foi a vez de retirar o OTA da caixa. Bem pesado, segundo o site da SW 6,3Kg. O telescópio é lindo! Pintura branca (automotiva?) do tubo e focalizador preto esmaltado muito brilhante. O dew shield possui dois parafusos manuais e ele parece comprido o suficiente. Estendido, deixa o telescópio muito imponente. A princípio não gostei do atrito ao estendê-lo. Parece que com o tempo pode deixar marcas no OTA. O focalizador não é só bonito, é robusto e passa a impressão de segurança. Possui uma trava pequena na forma de alavanca e não percebi nenhum “jogo” na mecânica, como deve ser. Possui micro-redução 11:1 e um LPF de 3″ com marcação do extensor do focalizador.

Logo em seguida já quis montar ele em cima da NEQ6. Ficou imponente o conjunto e fácil de manusear depois de balaceado. Rosquear, atarrachar, desatarrachar, prender e soltar, os encaixes são ótimos e fáceis. Retirar a diagonal e substituir pelo adaptador para dslr foi bem intuitivo e rápido.

O Esprit 100ED APO Triplet possui distância focal de 550mm (f/5,5), suficiente pra fotografar M20 completa e talvez até M8 no mesmo campo, ou ainda M42 e M43 juntas com sobra, ou ainda a Galáxia de Andrômeda praticamente inteira usando uma Dslr (no meu caso T3i).

Agora é aguardar uma boa noite pra colocá-lo pra trabalhar.

Eu, Renan e Saulo (e o Ian), com o GSO12″ sobre a NEQ6Pro SyntrekImage. Ok, ok, é muito peso, eu sei… é provável que essa montagem ganhe um Ritchey-Chrétien ainda esse ano (pra desespero da esposa…hehehe).

Em maio de 2010, fiz o primeiro grande investimento de um projeto que ainda levará alguns anos pra ficar pronto. Quando chegou fiz várias fotos do GSO 12″ durante sua montagem, e só agora percebi que não tinha postado elas aqui neste blog. Só que o HD onde ficavam alguns arquivos de mídia queimou a um ano atrás e perdi muitas fotos (fotos familiares inclusive). O que restou do dia da chegada desse telescópio, foi o que encontrei em meu perfil no facebook e posto abaixo:

NEQ6 Pro Syntrek

No dia 8 de dezembro chegou minha última aquisição astronômica, minha NEQ6-Pro Syntrek da SkyWatcher comprada do Armazém do Telescópio. Trata-se de uma montagem equatorial motorizada com sistema de acompanhamento com diversos recursos. Apesar de não possuir um hand control com GO TO ela pode ser comandada por computador e usar esse recurso.

A montagem é uma obra de arte, linda! Acabamento impecável e uma impressão de robustez que impressiona. Fácil de montar porém bem pesada, o melhor é ter um ajudante pra não correr o risco de algum acidente. Depois de montada é bem desajeitada, não tem “pegada” boa pra carregar sozinho.

Além do sistema Syntrek de acompanhamento, a montagem vem com uma luneta polar para alinhamento com asterismos para alinhamento com o polo.

Qual a diferença entre a EQ6-Pro e a NEQ6-Pro?

Pelo que andei lendo na internet a diferença é apenas no fato de que a NEQ6-Pro vem com um dovetail padrão duplo Losmandy/Vixen e uma barra de contrapeso extra (para estender a barra original). A EQ6-Pro foi “discretamente” renomeada como NEQ6-Pro a partir de meados de 2009, sem qualquer alteração na sua especificação geral, o que gerou uma certa confusão de nomes. Alguns dizem que a montagem, com o nome NEQ6 seria destinada a venda somente com um OTA (Explorer 300p da SkyWatcher), mas diversos compradores (inclusive eu) adquiriram a montagem sem OTA.

Qual a diferença entre os sistemas com SynScan GO TO e o Syntrek?

A única diferença entre o Syntrek e o SynScan GO TO é o controlador de mão (hand controller). O controlador de mão do Syntrek não possui GO TO mas, como ambos usam o mesmo motor e placa-mãe, o modelo Syntrek pode ser “atualizado” utilizando o software EQMOD no PC ou Notebook ou ainda usando o controlador V3 SynScan.

Se você sabe algo sobre estas questões, deixe um comentário!

Abaixo, as fotos da chegada e montagem da minha NEQ6-Pro:

Comprei minha primeira câmera ccd própria para astrofotografia. A NexImage Solar System Imager da Celestron. Para completar o conjunto também vieram um redutor focal (NexImage Reducer Lens), e uma Barlow (2x) também da Celestron.