Category: Notícias e Curiosidades Astronômicas


2012 foi o primeiro ano completo no wordpress. Foi também o ano com o maior número de posts desde a criação do blog em 2007. Recorde também no número de visitantes.

Vamos aos números de 2012:

Visitantes: 20.750 (média de 57 visitas por dia)

Número de posts: 54

Página mais visitada: Página Principal com 4.203 visitas

Post mais visitado: O Laser Verde na Astronomia (de dezembro de 2010) com 3.806 visitas

Mês com maior número de visitas: Maio com 3.610 visitas

Dia com maior número de visitas: 5 de Maio com 765 visitas, devido o post Chuva de Meteoros Eta Aquarídeos – Restos do Cometa Halley, durante o pico máximo da chuva.

Principal motor de busca: Google com 2.084 buscas

Principais termos nos motores de busca: Laser (464), Maksutov-Cassegrain 90 mm (260) e Green Laser (215)

Link mais clicado dentro do blog: sohowww.nascom.nasa.gov/data/realtime-images.html

Os cinco posts mais visitados em 2011:

O Laser Verde na Astronomia (Green Laser Pointer) More stats 3.806
Eclipse Lunar Total de 15 de junho de 2011 More stats 1.269
Chuva de Meteoros Eta Aquarídeos – Restos do Cometa Halley More stats 1.261
Yuri Gagarin – 50 anos de: “A Terra é Azul!” (parte 2) More stats 964
Coelho na Lua More stats 466

Hoje o rover Curiosity da NASA foi lançado agora há pouco para sua longa viagem até Marte, onde deverá explorar a superfície do planeta vermelho.

Para ler sobre a missão, leia em Apolo11.com.

Veja como foi o lançamento:

Durante as observações astronômicas públicas em que participo surgem muitas perguntas e afirmações do pessoal, que na maioria das vezes, está observando através de um telescópio pela primeira vez. Algumas extremamente inteligentes outras nem tanto. Dentre elas algumas a gente ri (por dentro), disfarça e responde como pode, outras, a gente responde com prazer. Ah, e tem aquelas que a gente pensa…, pensa mais um pouco, até dizer… – Olha, não sei te responder…

Universitário empolgado com o que acabou de ver no telescópio.

Uma das afirmações que mais fazem durante a observação da Lua é:

– “Olha! Estou vendo a bandeira dos Estados Unidos!” – ou então – “Estou vendo a pegada do Louis Armstrong” (trocar o Neil pelo famoso jazzista é mais que normal!).

A afirmação pode parecer ridícula, mas já me fez pensar muito sobre o assunto. Outra questão conspiracionista corriqueira é:

– Por que a NASA não aponta o Hubble pra Lua?!? Por que não apontam o maior telescópio da Terra pra Lua e mostram a bandeira dos americanos?!?

Foi participando da comunidade “Astronomia!” do Orkut (que entre os anos de 2006 e 2009), que descobri um artigo do site Amateur Astronomer’s Notebook, explicando a dificuldade de ver a bandeira ou qualquer outra prova da presença americana na Lua. Em dois ou mais posts vamos discutir o assunto, simplificando e adaptando o texto para nossos padrões de medida. Neste primeiro post vamos falar sobre o que o autor do artigo chama de “Método das Proporções”.

Hoje o maior telescópio de espelho único da Terra em operação é o Subaru, com 8,2 metros de diâmetro, e está instalado no Mauna Kea, Havaí. Já o maior telescópio com espelhos segmentados (múltiplos espelhos) é o Large Binocular Telescope que tem dois conjuntos com 8,4 metros cada e que trabalhando juntos têm a mesma capacidade de captação de luz de um bloco único de 11,8 metros.

À esquerda o Large Binocular Telescope (Arizona, EUA), e à direita o Subaru (Mauna Kea, Havaí, EUA)

Seriam estes telescópios suficientes para observar a bandeira americana na superfície lunar?

Primeiramente para sua (nossa!) decepção, me permita já dizer que a resposta será: É impossível vê-la como os telescópios existentes na Terra.  Mesmo que o tamanho teórico do telescópio seja suficiente ainda temos a questão da atmosfera terrestre que nunca está estável suficiente para uma imagem perfeita, mesmo com a tecnologia atual da “óptica adaptativa”. Porém, para esta análise, vamos supor uma condição ideal em que a atmosfera se comporte como se ela não existisse para um telescópio terrestre, e que o espelho construído tenha total qualidade na resolução dos comprimentos de onda, suficiente para a observação dos detalhes em questão.

Uma coisa é perceber a bandeira, outra coisa é observar seus detalhes (como por exemplo, as faixas vermelhas e brancas). Qual deveria ser o tamanho de um telescópio para visualizarmos a bandeira como um pequeno ponto?

O diâmetro da Lua é de 3476 km, é vista com 30 minutos de arco da Terra. Cada quilômetro de seu diâmetro corresponde a 0,58 segundos de arco.

O diâmetro da Lua é de aproximadamente 3 476 km, está a uma distância média de 384 400 km e observada da Terra tem um tamanho angular de 30 minutos de arco. Como cada minuto de arco possui 60 segundos de arco, então a Lua possui 30 x 60 = 1800 segundos de arco. Ok, a pergunta agora é: se temos 1800 segundos de arco e a Lua tem 3 476 km, quantos segundos de arco correspondem cada quilômetro do diâmetro lunar? Uma regra de três simples mostra que o valor é 0,58 segundos de arco.

Agora, qual é o tamanho da bandeira? Olhando as fotos dos astronautas ao lado da bandeira, estimo seu tamanho em 1 metro de comprimento por 1 metro de largura. 1 metro é igual a 0,001 km. Se 1 km corresponde a 0,58 segundos de arco, quanto corresponderá 0,001 km? Outra regra de três simples mostrará que o valor é de 0,58 x 0,001 = 0,00058 segundos de arco. Este é o valor que um telescópio deve ter o poder de observar para “perceber” a bandeira como um ponto.

Há aproximadamente 150 anos atrás o astrônomo inglês William Rutter Dawes descobriu a fórmula que relaciona o diâmetro de um telescópio e seu poder máximo de  resolução. A fórmula é:  R = 11,6/D, ou seja, a resolução é igual  a 11,6 dividido pelo diâmetro (em centímetros). Reorganizando a fórmula podemos também dizer: o diâmetro do espelho (em centímetros) é 11,6 dividido pela resolução que ser quer alcançar.

Queremos uma resolução de 0,00058 segundos de arco, portanto, ao colocar esse valor na fórmula chegamos a um espelho de 20 mil centímetros, que dá 200 metros!!! Um telescópio com espelho de 200 metros apenas para ver a bandeira como um ponto mínimo!

William Rutter Dawes, astrônomo inglês, descobriu a relação entre o tamanho da objetiva e seu poder de resolução. R = 11,6/D (D em centímetros e R em arcosegundos)

Só que para ter certeza de que a bandeira não foi fincada por algum ET e que ela é realmente americana, precisamos vê-la em melhores detalhes. Ela tem 13 faixas intercaladas entre branco e vermelho. Para uma bandeira de 1 metro de largura dará aproximadamente 8 centímetros de largura para cada faixa. Ver essas faixas seria o suficiente para identificar a bandeira.  Usando o mesmo método acima, mas substituindo a largura da bandeira (0,001 km) pela largura das faixas contidas nela (0,00008 km) teremos: 0,58 x 0,00008 = 0,0000464 segundos de arco; D= 11,6/0,0000464 = 250 0000 centímetros. Isso significa que seria necessário construir um telescópio com espelho de 2,5 quilômetros de diâmetro para afirmar que a bandeira está lá mesmo! (Isso se nosso planeta não tivesse atmosfera nem poluição luminosa para atrapalhar!)

Observação: considera-se que o plano da bandeira esteja perpendicular à visada do telescópio. Não estando assim (se certamente não está), a observação é mais difícil ainda.

Draconídeos tem THZ de 1 ou 2 meteoros por hora, porém os chamados outbursts registrados no século passado chegaram a centenas e até milhares por hora. Draconídeos são restos do cometa 21P/Giacobini-Zinner.
Apesar de alguns picos ocorrerem na noite de hoje e amanhã, os Draconídeos são melhor visíveis pelos observadores do hemisfério norte. Além disso a Lua Crescente vai atrapalhar muito a visão. A não ser que ocorram espetáculos históricos como o de 1933, quando foram registrados 450 meteoros por minuto!

Mesmo com a chance pífia de ver algo, hoje a noite vou arriscar ficar um pouquinho lá fora.

Se alguém quiser arriscar: assim que anoitecer (19h), fique de olho
na região entre as estrelas Vega e Antares (Noroeste). Creio que até
umas 23h30 ou 00h00 vale arriscar.

Meteoro conhecico popularmente como "estrela cadente".

A IMO (International Meteor Organization), nem mesmo colocou a chuva em discussão este ano em seu site, devido à Lua em Quarto minguante que no período do máximo estará atrapalhando as observações, quando Órion estiver bem alto no céu lá pelas 4h  da manhã.
Porém ela, a Lua,  só nascerá próximo às 2h e até esse horário (quando Órion estará alcançando entre 30 e 40 graus de altitude do horizonte leste), será possível a observação.

Assim como os eta-aquarídeos, a chuva dos orionídeos são resultado da esteira de fragmentos deixados pelo cometa Halley. Segundo a IMO, não se espera para esse ano as taxas mais elevadas que ocorreram no período de 2006-2009, mas isso não é uma garantia.

Dia do máximo: 21 de outubro

Taxa horária zenital: 25

Faixa de horário sem Lua: da 23h30 às 2h30

Para onde olhar

Para observar essa  chuva de meteoros, na noite de 20 para 21 de outbro (no noite seguinte também dá pra ver), procure um local bem aberto onde você possa ver uma grande parte do céu, em um cadeira de praia (ou deitado confortavelmente no chão) e fique de olho no alto do céu, mas com a cadeira virada para o Leste (lado que o Sol nasce),  procure por Órion, a constelação onde ficam as famosas “três marias”, depois das 23h30, é de lá que os meteoros parecerão estar saindo, porém não é necessário ficar olhando sempre para ele, olhe de preferência para o alto do céu.  Até a Lua nascer, você terá 3 horas para tentar a sorte e ver quem saber algum Fireboll como esse:

Não deixe de ver também esse vídeo com várias fotos de orionídeos enquanto a constelação avança no céu:

Missão Kepler da NASA está tornando ficção em realidade. Um mundo com pôr-do-Sol duplo imaginado em Star Wars há mais de 30 anos atrás em uma galáxia, muito, muito distante se tornou realidade científica. Créditos: NASA / Ames Research Center

A Nasa divulgou essa semana uma bela sequência de imagens tiradas pela sonda Dawn do maior asteroide do Sistema Solar: Vesta. Veja a imagem abaixo. As várias notícias na internet e nas listas de discussões me animaram a localizá-lo no céu.

Asteróide Vesta. Imagens da sonda Dawn da NASA.

Amanhã dia 5 de Agosto de 2011 Vesta estará em oposição, ou seja, praticamente uma linha reta entre o Sol, a Terra e o Asteroide, isso também significa que ele é visto próximo ao Zênite à meia noite. Sua distância da Terra é menor e obviamente seu brilho é maior e sua visualização fica mais fácil.

Quem está em local totalmente sem poluição luminosa consegue ver o asteroide a olho nú com dificuldade. Na região urbana ele é facilmente localizado com binóculos nesta época.

Ontem com meu binóculo Octans 8×56 consegui ver localizar Vesta em menos de um minuto. Antes de ir lá fora, uma boa analizada no Starry Night marcando os pontos de referência para a observação. —Acompanhe os números no desenho abaixo—(1) Partindo de Sagitário (bule) descendo para o horizonte na direção Leste, (2) primeiramente localizei um asterismo em Capricórnio parecido com um “mini Cruzeiro do Sul”, descendo mais um pouco, (3)duas estrelas brilhantes vistas no binóculo, descendo mais, (4)encontrei um outro asterismo parecido com uma “mini Coroa Austral” com a abertura apontada para Sagitário. Voltando um pouquinho o binóculo para cima (5)quatro estrelas, sendo três bem alinhadas e uma mais para o alto. Lá estava Vesta, era a segunda da direita para a esquerda das três estrelas alinhadas.

Olhando com calma percebe-se um brilho diferente dele em relação às estrelas próximas e de mesma magnitude.

Para ver as fotos desse evento clique aqui.

No dia 15 de junho teremos mais um espetáculo celeste. Um eclipse lunar total. Nós observadores brasileiros só veremos a segunda parte do evento. Isso porque a Lua nascerá totalmente eclipsada no horizonte leste e irá saindo da sombra da Terra a medida que sobe no céu.

Para onde olhar?

Se você quer acompanhar o eclipse basta olhar para o Leste (lado aproximado em que o Sol nasce) próximo das 18h e aguardar. O horizonte a ser observado deverá estar desobstruído. A Lua surgirá  obscurecida e avermelhada, parecida com a última da imagem a seguir. O eclipse será observado até às 19h aproximadamente quando começa a última fase penumbral (U4) que não pode ser percebida a olho nú.

Os dados do eclipse são os seguintes:

Horário de nascimento da Lua (para Londrina – Paraná):    17h44 (horário de Brasília).

Veremos a Lua parcialmente eclipsada desde as 18h02, até o fim da fase umbral (19h02). Os astros próximos ao equador celeste se movem cerca de um grau a cada quatro minutos aproximadamente. Portanto veremos o eclipse até a Lua alcançar entre 15 e 20 graus de altura em relação ao horizonte (cerca de um palmo aberto).

 Obs. Quem estiver em Londrina e quiser observar o eclipse com o grupo Gedal, estaremos no estacionamento do Restaurante Universitário da UEL a partir das 17h30.

A Missão

Foguete Redstone subindo com Alan Shepard.

Em 5 de maio de 1961, apenas 23 dias depois de Yuri A. Gagarin da União Soviética se tornar o primeiro homem no espaço, o astronauta da Mercury, Alan B. Shepard Jr., foi lançado às 09:34 EST a bordo de sua cápsula Freedom 7, impulsionado pelo motor de um Redstone, denominado Mercury-Redstone 3.

O principal objetivo científico do projeto Mercury era determinar a capacidade humana no ambiente espacial e nas situações de ida e retorno do espaço. Alguns dos problemas básicos de vôo incluíam: o desenvolvimento de um sistema de escape automático, o controle do veículo durante a inserção, o comportamento dos sistemas espaciais, a avaliação das capacidades dos pilotos no espaço, monitoramento do vôo, retrofoguetes e as manobras de reentrada, o pouso e a recuperação.

Alan Shepard

Alan Shepard

Altitude: 187,5 Km

Orbitas: 0

Duração: 15 minutos e 28 segundos

Distância: 487,63 Km

Velocidade: 8.262,3 Km/h

Máximo Q (pressão aerodinâmica): 8,63 Kg/cm²

G Máximo: 11

O segundo, ou “quase o primeiro”

Vejamos as palavras de Shepard:

O chimpanzé Enos foi escalado na missão que poderia ter sido de Shepard. Se tivesse ido, ele teria vencido Gagarin.

Essa pequena corrida entre eu e Gagarin, foi realmente, realmente,  muito acirrada. Obviamente, os seus objetivos, as suas capacidades de vôo orbital eram maiores que a nossa nesse período. … Tínhamos levado um chimpanzé chamado Ham no conjunto Mercury-Redstone e tudo funcionou perfeitamente, exceto que havia um detalhe, que no final do vôo com motor ligado, era para ser ejetada a torre de escape, pois ela não era mais necessária, … Por alguma razão, com o vôo de Ham, ela disparou mas não se separou. Assim, o chimpanzé subiu dez a quinze milhas a mais de altitude e outras vinte ou trinta milhas a mais de alcance. Não havia absolutamente nada de errado com a missão. Assim, a recomendação foi, “Ok, vamos colocar Shepard na próxima. Tudo funcionou bem. Assim, se acontecer de novo … não será grande coisa. Shepard vai só um pouco mais alto”. Werner disse que não. Ele disse que queria ter tudo absolutamente certo. Então nós realizamos mais uma missão não-tripulada antes do vôo de Gagarin… em seguida, veio o seu vôo e depois o meu… Se tivessem me colocado nessa missão não tripulada então teríamos realizado o vôo em primeiro lugar, …

Obs. trechos do depoimento foram suprimidos.

O Vôo suborbital de Shepard.

Curiosidades:

Enos é o nome do chimpanzé que vôou na missão que poderia ter sido de Alan Shepard. Se tivesse ido, ele teria sido o primeiro homem no espaço.

Alan Shepard tempos depois iria para a Lua na Apollo 14. Ele estava inicialmente escalado para a Apollo 13, mas como tinha ficado um tempo afastado dos treinamentos de astronauta por motivo de saúde, foi reescalado para a Apollo 14. Se tivesse ido na Apollo 13 não iria pisar o solo lunar, já que essa missão teve problemas e não conseguiu completar a missão.

Devido a um problema técnico, Shepard foi obrigado a esperar horas dentro da cápsula antes do lançamento. A certa altura comunicou que precisava ser retirado para ir ao banheiro. Fato que não poderia acontecer naquele instante. Ele foi autorizado a urinar no próprio traje, e assim ele partiu para a missão.

Recomendo assistir ao filme “Os Eleitos” que conta a história da missão Mercury. Assista também a série “From the Earth to the Moon”.

mais informações: http://www.nasa.gov/externalflash/shepard50/

Esse grande meteoro foi fotografado em 6 de agosto de 2007 por Maurizio Eltri em Veneza, Itália.

No dia 5 para o dia 6 de maio teremos a melhor noite para observar a chuva de meteoros Eta Aquarídeos. Os meteoros são pequenos corpos (na maioria pequenos grãos) que se desprendem de um cometa ou, em alguns casos, de um asteroide. Os Eta Aquarídeos, bem como os Orionídeos de Outubro, são meteoros provenientes do famoso cometa Halley.  Este ano as condições são ideais para a observação e vale a pena acordar no fim da madrugada, colocar a cadeirinha reclinável na grama e aguardar por um possível espetáculo.

Vejamos o que diz a IMO – International Meteor Organization sobre essa chuva em 2011:

Chuva associada ao cometa 1P/Halley, como os Orionídeos de outubro, mas visível apenas por algumas horas antes do amanhecer, essencialmente nas regiões tropicais e hemisfério sul. Algum resultado chegou a ser obtido de regiões

próximas à 40 ° N de latitude nos últimos anos, porém, apenas meteoros ocasionais têm sido relatados mais ao norte. Meteoros rápidos e brilhantes podem fazer com que a espera pelo surgimento do radiante no horizonte valha a pena, em alguns casos, deixam um rastro brilhante e persistente.

Cometa Halley. Crédito: Nasa.

Um máximo relativamente longo, às vezes com um número variável de submáximos, geralmente ocorre no início de

maio. Novas análises da IMO nos últimos anos, com base em dados coletados entre 1984-2001, têm mostrado que a taxa horária é geralmente acima de 30 meteoros/hora entre 03 e 10 de maio, e que as taxas de

pico parecem ser variáveis em um período de 12 anos aproximadamente. As maiores e mais recentes taxas devem ter acontecido em torno de 2008-2010, se este ciclo influenciado por Júpiter for confirmado, então, de acordo com essa idéia,  a taxa horária deste pico deve cair a partir de 2011.
A Lua Nova em 03 de maio cria as condições ideais para visualizar o que quer que a chuva forneça em 2011.

Mais dados

Chuva Atividade Melhor Data (Máximo) Radiante Velocidade (Km/s) ZHR
Eta-Aquarídeos 19 de Abril a 28 de Maio 06 de Maio Estrela Eta de Aquário 66 70*

*ZHR é chamado de Taxa Horária Zenital. O seu valor representa a quantidade máxima de meteoros que seriam vistos por hora em um local ideal de observação (sem poluição luminosa e com céu sem nuvens), e com o Radiante no Zênite.

Traçando um segmento de reta oposto ao sentido dos meteoros vistos concluímos que eles parecem vir de um só lugar no céu. Esse lugar é chamado de Radiante, e receberá o nome conforme a constelação que ele estiver localizado. Assim esse meteoros de início de Maio são chamados de Eta-Aquarídeos pois parecem vir da direção da estrela Eta da constelação de Aquário. Os meteoros chamados Orionídeos têm radiante na constelação de Órion, os Leonídeos em Leão, Geminídeos em Gêmeos e assim por diante.

Mapa Celeste mostrando a localização do radiante dos meteoros Eta-Aquarídeos. Esse mapa é referente a 25º de Latitude Sul no fim da madrugada.

Na noite do máximo (05-06 de Maio) a constelação de Aquário estará totalmente no céu depois das 03 horas da manhã, mas os meteoros poderão ser vistos mesmo antes. Fique de frente para o Leste e olhe atentamente desde o horizonte leste até o zênite. O ideal é usar uma cadeira de praia reclinável para ter uma visão geral do céu. Não esqueça de um boné ou chapéu pra não ficar sob sereno e não pegar um resfriado.

Boa sorte!

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Relato da Observação (06/05/11)

Coloquei o celular pra despertar às 04h30 da manhã, para levantar e ir no gramado olhar o céu. Vesti o blusão, a toca e só com os olhos de fora, preparei a cadeirinha de praia. Fiquei das 04h40 até às 05h10 atento e nesse período observei 5 meteoros eta-aquarídeos, 3 esporádicos e 1 não tive certeza se pertencia a esta chuva ou era esporádico (vi de “rabo de olho”). No total 9 meteoritos em meia hora que dá uma média de 18 por hora. O melhor deles foi o primeiro que vi logo que saí pra fora. Acabei achando que veria muito mais, pela baixa atividade acabei indo dormir mais cedo que o esperado, ainda mais porque tinha que dar aula pela manhã.
Mas o que me impressionou mesmo foi o aspecto do céu. Estava perfeito e absolutamente sem nuvens e sem turbulência, fiquei impressionado! As estrelas estavam pontuais e sem cintilação alguma. Com um seeing excelente, deu vontade de montar o telescópio, mas aí pensei na relação trabalho/preguiça, tendeu a zero, e desisti…rsrs… Certamente um dos melhores céus que já vi.
A maioria desses poucos que vi surgiram próximos ao Escorpião e Sagitário que estava altos no céu. Considerei que as velocidades dos eta-aquarídeos não era muito grande (lembro de já ter visto chuvas com meteoritos muito mais velozes) deixando um leve rastro pelo caminho. Já os esporádicos, todos com velocidades espantosas.
Por fim, antes de entrar ainda vi, há poucos graus acima do horizonte, Vênus e Mercúrio.