Category: Gedal


Encontros realizados

  • 1° EPAST – Primeiro Encontro Paranaense de Astronomia , foi nos dias 3, 4 e 5 de setembro de 2004, na cidade de Ponta Grossa, a cargo da SPCA – Sociedade Princesina de Ciências Astronômicas. (Lima Junior, 2004).
  • 2° EPAST – Segundo Encontro Paranaense de Astronomia , aconteceu nos dias 09, 10 e 11 de setembro de 2005, na cidade de Londrina, sob a tutela do GEDAL – Grupo de Estudo e Divulgação de Astronomia de Londrina. (Guerin, 2005).
  • 3° EPAST – Terceiro Encontro Paranaense de Astronomia , foi realizado em Maringá de 15 a 17 de setembro de 2006, a cargo do GCAA.
  • 4° EPAST – Quarto Encontro Paranaense de Astronomia em Curitiba, no Colégio Estadual do Paraná, no ano de 2007, sob a Tutela do CACEP.
  • 5° EPAST – Quinto Encontro Paranaense de Astronomia em Ponta Grossa, no ano de 2008, sob a Tutela da  SPCA – Sociedade Princesina de Ciências Astronômicas.
  • 6° EPAST – Sexto Encontro Paranaense de Astronomia em União da Vitória, no ano de 2009, a cargo do Observatório e Planetário Erna Gohl.
  • 7° EPAST – Sétimo Encontro Paranaense de Astronomia foi realizado novamente em Londrina nos dias 15, 16 e 17 de outubro de 2010, no campus da UEL – Universidade Estadual de Londrina e organizado pelo GEDAL – Grupo de Estudo e Divulgação de Astronomia de Londrina.
  • 8° EPAST – Oitavo Encontro Paranaense de Astronomia aconteceu em Foz do Iguaçu entre os dias 22 e 25 de junho de 2011, no Campus da Unioeste e do Polo Astronômico Casimiro Montenegro Filho, a cargo do SpySky Clube de Astronomia de Foz do Iguaçu.
  • 9° EPAST – Nono Encontro Paranaense de Astronomia foi realizado em Dois Vizinhos de 7 a 9 de Setembro de 2012 no campus da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e organizado pelo Grupo Centauro de Astronomia.
  • 10° EPAST – Décimo Encontro Paranaense de Astronomia em Marialva, no ano de 2013, a cargo do CAEH – Clube de Astronomia Edmond Halley.
  • 11º EPAST – Décimo Primeiro Encontro Paranaense de Astronomia em Realeza, de 20 a 22 de junho de 2014, a cargo do ARCAAA – Astrônomo Real Clube de Astronomia e Astronáutica Amadora.
  • 12º EPAST – Décimo Segundo Encontro Paranaense de Astronomia em Ponta Grossa, de 5 a 7 de setembro de 2015, a cargo da SPCA – Sociedade Princesinha de Ciências Astronômicas (Souza, 2015).
  • 13º EPAST – Décimo Terceiro Encontro Paranaense de Astronomia em Campo Mourão, de 21 a 24 de abril de 2016 na UTFPR-Campo Mourão.
  • O 14° EPAST ocorrerá em Pato Branco de 7 a 10 de Setembro sob a coordenação do GEAstro – Grupo de Estudos, Pesquisa, Extensão e Inovação em Astronomia.
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Eu, Renan e Saulo (e o Ian), com o GSO12″ sobre a NEQ6Pro SyntrekImage. Ok, ok, é muito peso, eu sei… é provável que essa montagem ganhe um Ritchey-Chrétien ainda esse ano (pra desespero da esposa…hehehe).

Data e Local: 24/03/2012 – “BREU” (final da Estrada do Limoeiro), próximo ao Rio Tibagi, Londrina-PR.

A intenção era chegar ao Breu antes de anoitecer, mas acabei atrasando, e eu e o Saulo chegamos lá pouco antes das 19h. Mesmo assim pudemos observar o local ainda claro. Decidimos subir os carros no gramado do campo de futebol que fica ao lado do local tradicional das observações. Particularmente achei o local melhor por fugir de uma árvore chata que atrapalhava a visão a Oeste, outras árvores acabam escondendo um pouco as luzes de postes que ficam num morro próximo, e evitamos as luzes dos carros e ônibus que circulam nas estradinhas. Achei ainda que os carros ficam melhor posicionados. O problema do gramado é que, depois de muito sereno, fica molhado e incomoda andar.
Com calma montei meus equipamentos, enquanto o pessoal ia chegando. Como estava sem energia para ligar a montagem (meu acendedor do carro não está funcionando), e apesar Saulo ter oferecido o acendedor do carro dele, decidi não montar a EQ6, e usei o GSO 12″ na sua montagem dobsoniana mesmo. Outro fato foi que, pelo fato de ainda não estar bem treinado no uso da montagem, precisaria de concentração e calma pra mexer nela sem fazer bobagens. E como havia muitas pessoas no local querendo observar, muitos pela primeira vez, então deixei os testes de fotografia pra outro dia.
O Mak 90mm ficou de lado coitado… só tomou sereno e deu trabalho pra limpar depois. Em certo momento ouvi um espirro, e mais tarde ao conferir o menisco do makzinho não tive dúvidas, espirraram no meu telescópio… rsrs.
Em observações com muitas pessoas você acaba não vendo muito, e nem mostrando muito. Várias pessoas para ver, fazendo fila. Não que eu não goste, pelo contrário, é muito legal ver a reação de quem observa pela primeira vez, por exemplo, a Lua, Saturno ou Júpiter, pela primeira vez ao telescópio. Nessa observação vimos Nebulosa de Eta Carinae, M51 em Cão Maior, Ômega Centauri, Sombrero, Plêiades do Sul e outros aglomerados abertos entre o Cruzeiro e Carina, os planetas Marte e Saturno, M6 e M7, entre outros.
Não vou me lembrar de todos que estavam por lá, mas destaco, além dos membros do GEDAL, os integrantes do CAEH -Clube de Astronomia Edmond Halley de Marialva (acho que eram 10 pessoas), os amigos de Maringá Ricardo Pereira e o veterano em astronomia amadora Paulo Bonagura, meu amigo dentista e músico Dr. Átila de Arapongas e sua esposa, meu colega de graduação Renato Zandrini e namorada, também o amigo Roberto Gameiro e seu irmão. Ainda vi por lá crianças e senhores e senhoras muito interessados na observação.
Entre uma e outra observada no telescópio, conversamos muito sobre “causos” passados nos Epasts, Enasts, observações, etc…  bate-papo muito bom e agradável. Encerramos às 1h45, fechando com Saturno com 250x e 500x (ok é exagero). O planeta na ortoscópica de 6mm estava fantástico.

Condições Metereológicas:

Céu com nuvens. Pela manhã não daria pra dizer que fosse possível uma observação, mas confiamos na previsão do tempo. Ao cair da noite as nuvens começaram a dispersar, mas em certo momento o céu  voltou a ficar todo encoberto, depois abriu e no fim da observação estava totalmente limpo; Muita humidade devido a fim de passagem de frente fria e proximidade ao rio Tibagi. Nevoeiro leve no fim da observação;
Seeing regular e Sky Glow forte no Oeste (Londrina) até 45 graus, moderado no Norte (Ibiporã) e leve no Leste
(Cornélio Procópio);
Temperatura: agradável, estimo entre 25 (máxima) e 16 graus (mínima).

Equipamentos:
Vou descrever os que lembro:
Meus: GSO 12″ e Mak 90mm;
Saulo: refletor 180mm;
Observatório: Meade LX 200 12″, dois ETX125 PE, dobsoniano 200mm (Colleti);
Um refrator (Blue Sky?) – Não lembro o nome do amigo que levou ele;

Dessa vez, não fiz fotos… para ver o post no blog do Miguel com mais detalhes e com fotos acesse: http://gedal.blogspot.com.br/2012/03/observacao-deste-sabado-24032012.html

Idealizado e proposto pelo Miguel durante um churrasco aqui em casa há mais de um mês, a I Star Party do GEDAL aconteceu no Hotel Fazenda Luar de Agosto na cidade de Faxinal-Pr, com a presença de 19 adultos e o bebê Ian. Final de férias da escola, passeio em trilhas, cachoeira, observação do céu e amigos! Por que não! Lá fomos nós.

Vista geral do Hotel Fazenda Luar de Agosto.

Vamos ao relatório:

Evento:

Saulo durante a montagem dos equipamentos.

I Astro Festa do Gedal.

Data e Horário:

Dia 23 (sábado) e 24 (domingo) de Julho de 2011. Partimos juntos de Londrina às 14h30 em caravana de 6 carros e chegamos ao local por volta das 16h. Montagem dos equipamentos das 17h às 18h30, início das observações 21h (depois do jantar). Encerramento às 4h da manhã de domingo.

Participantes:

Na foto abaixo, todos os participantes:

Todos os participantes do encontro (da esquerda para a direita):Newton, Ian (bebê), Nívea, Ivan, Dani, Alexander, Sérgio, Bomfim, Lucibel, Renan, Edson, Fran, João Luiz, Esposa do João Luiz, Carlos Renato, Amanda, Saulo, Rose, Nany e Miguel.

Vale ressaltar a participação do amigo Sérgio Carbonar da SPCA de Ponta Grossa.

Local:

"A turma da casa" e a casa.

Hotel Fazenda Luar de Agosto fica na área rural de Faxinal, há exatos 100 Km de Londrina. Alugamos uma casa no local com capacidade para 10 pessoas, os demais participantes alugaram chalés para 2 e 4 pessoas. Montamos os equipamentos no gramado ao lado da casa. Na casa tínhamos energia, fogão, 2 banheiros e a possibilidade de dormir confortavelmente em uma cama e voltar a observar na madrugada.

O local é cercado de morros. Na verdade ele fica dentro de um vale (veja a primeira foto), que nos limita o céu principalmente à Leste e Oeste em cerca de 30 graus, ao Norte em cerca de 15 graus e exatamente ao Sul o vale se abre mostrando o horizonte livre. O gramado com o tempo ficou bem molhado pelo sereno, mas a umidade do sereno foi menor que imaginamos. Maior no início da noite mas diminuiu (!) madrugada a dentro, não sendo necessário o uso do secador nos equipamentos.

Condições atmosféricas e climáticas:

Nos dias anteriores ao evento fiquei bem desanimado com a previsão do tempo, que desmotivava até mesmo a levar os equipamentos (80% de chances de céu encoberto). Achava que íamos só para curtir o Hotel Fazenda, fazer trilhas, bater papo e nada de observação. Na manhã do sábado, céu encoberto em Londrina, depois do almoço o céu abriu com nuvens esparsas, o que dava uma boa esperança de observação. No fim da tarde poucas nuvens e ao anoitecer o céu estava maravilhoso. No início da observação uma analisada geral à olho nú nas constelações, principalmente na faixa da Via-Láctea e a conclusão foi de céu raramente visto por mim até hoje. O provável Sky Glow provocado pela pequena cidade de Faxinal era encoberto por um grande morro à Leste e não era percebido.

Minha câmera não mostra muita coisa, mas aí está Escorpião e Sagitário. Por favor clique para ver.

M7 era majestoso, M6 facilmente encontrado a olho nú, ômega centauri brilhava como uma estrela difusa e bem visível, e M8 e M20 eram facilmente percebíveis. A Via-láctea mostrava claramente suas faixas claras e escuras. A constelação indígena da Ema estava bem visível e linda!

O problema foi depois da meia noite. Pequenas nuvens tênues apareciam quase instantâneamente e também desapareciam muito rápido. O seeing era regular e observar Saturno e Júpiter com aumentos entre 150 e 200 vezes era decepcionante. Mais que isso nem pensar. Em certo momento parecia que ia nublar geral mais de repente o céu abria de novo.

Temperatura no local foi mais agradável que esperado, apesar de no fim da observação, as pernas já “batiam palmas”, nada que outra calça (que eu não coloquei) resolvesse. No início da observação dava pra usar só camiseta, estimo em 18 graus, depois, na madrugada o blusão e o boné eram indispensáveis, estimo em 10 graus no fim da observação.

Equipamentos:

– Newton: GSO 12″, binóculo Octans 8×56, oculares de 9mm, 15mm e 30mm;

– Saulo: refrator Meade 90 mm com Motor Drive (Celestron) em teste, câmera (?) oculares diversas;

– Renan (MCTL): Dois Meade ETX 125 PE (só um foi montado) , um Newt./dob. 200mm (ótica S. Colleti), oculares diversas;

– Miguel: Binóculo Celestron (?);

– Sergio Carbonar: Câmera Nikon D60(?) no tripé com montagem adaptada para guiagem manual;

– João Luiz: Telescópio Greika 114mm(?);

– Renan e Carlos Renato: Os celulares do Renan e do Carlos Renato possuem um programa de identificação de objetos celestes (Sky Map?!) que ajuda muito. Podem ser considerados equipamentos astronômicos e foram importantes durante o evento, principalmente para ajudar a localizar Netuno e Urano;

– Luiz Bomfim: Notebook com o programa Stellarium.

Objetos observados:

Durante a observação a minha intenção era fazer uma varredura completa em Sagitário e observar todos os objetos relevantes até as magnitudes 9-10. A certa altura as nuvens começaram a atrapalhar bastante e não completei os objetos como desejado. Mesmo assim foram 19 alvos encontrados sendo 13 Messier (faltaram apenas 2) e 6 NGC’s. Vamos a eles:

M69, M70, M54, M28, M22, M25, M8, M20, M17, M24, M16, M24, M18, NGC6569, NGC 6522, NGC 6528, NGC 6638, NGC 6642, NGC 6716;

Os demais:

M4, M7 e M6, Ômega Centauri e 47-Tucanae, Alfa do Centauro, Albireo; Planetas: Saturno, Netuno, Urano e Júpiter; NGC 3532 e Nebulosa de Eta Carinae em Carina.

Os que resistiram até o fim da observação: Eu, Miguel, Ivan, Renan e Alecsander.

Mais:

O Saulo ajudou o amigo João Luiz como montar, alinhar e usar o telescópio em montagem equatorial.

A tentativa do Saulo de adaptar os acessórios para fotografia em piggyback ali na hora não deu certo. Eu só tinha minha câmerazinha Sony com 30 segundos no tripé.

O Sérgio fez testes em sua nova (?) plataforma fotográfica manual “movida a feijão” by Diniz.

Eu, o Miguel, o Ivan, o Renan e o Alecsander resistimos até que Júpiter e a Lua surgissem acima do morro no Leste. Aliás, bela visão na ocular, da Lua surgindo por trás das árvores no topo do morro. Pena não ter fotografado. As quatro principais luas de Júpiter estavam bem visíveis, três de um lado e uma do outro, todas próximas do planeta. Devido ao seeing detalhes na superfície de Júpiter eram pouco visíveis.

Só descobri que o Renan tinha levado as oculares UWA 5000 da Meade de 14 e 18 mm no dia seguinte. Seria boa chance de observar com elas no meu telê. Fica pra próxima.

Só com quentão para aguentar o friozinho. Aliás, show de quentão!!! Parabéns pra Nany!!!

Mais sobre a atividade:

O fim de semana não foi só de Astronomia para o Gedal, no dia seguinte (domingo) aproveitamos bem o local durante o dia todo. Pela manhã fizemos trilhas, algumas com trechos bem difíceis. Depois do almoço fomos até o salto São Pedro, o Ivan e o Renan foram os corajosos que desceram o tobogã gigante. Conclusão: Maravilha de lugar! Espero que seja frequente nossa ida até lá.

Família curtindo o passeio.

Um bom relatório é aquele feito ainda no “calor” da situação. Neste caso, já se passaram oito dias e só agora consegui sentar com calma para escrever sobre o evento de 15 de junho. Portanto, não é de se esperar uma descrição que bem demonstre o desenrolar da observação. Mas vamos lá:

Evento:

Eclipse Lunar Total em que, nós observadores do Brasil só acompanhamos a segunda metade do fenômeno, a Lua Cheia nasceu no horizonte já totalmente eclipsada. Dados sobre o eclipse, com os horários podem ser vistos clicando aqui.

Data,  e Horário:

Lua durante o eclipse. Foto tirada pela minha amiga Juliana Romanzini do Planetário de Londrina, durante a observação na UEL.

15 de junho de 2011, a Lua nasceu no horizonte às 17h44 (em Londrina), mas só iniciamos sua visualização aproximadamente às 18h10 atrás das árvores e já inciada a saída da sombra da Terra. Depois do fim da parte visível do eclipse (19h02), ainda ficamos até às 20h observando Saturno.

Local e condições:

O local de observação foi o estacionamento do restaurante universitário da UEL. Um local relativamente descampado dentro da Universidade que foi escolhido por ser um lugar central no campus de fácil acesso e fácil de encontrar, e também estaria cheio de universitários no horário do eclipse (hora do jantar). Como se tratou de uma observação aberta ao público, o evento serviu como forma de divulgar a Astronomia, já que muito observaram o eclipse atentamente e olharam através de um telescópio pela primeira vez na vida.

As árvores a Leste atrapalharam o início da observação, e não permitiu que a visualizasse na fase de totalidade. O céu estava totalmente limpo, típico do inverno londrinense, temperatura estava agradável, mas por precaução, usei blusão e chapéu pra não ficar resfriado.

Equipamentos:

– Newton: GSO 12″, binóculo Octans 8×56 no tripé;

– Saulo: refrator Meade 90 mm;

– MCTL: Dois Meade ETX 125 PE , um Newt./dob. 200mm (ótica S. Colleti), dois binóculos Meade (9×63?);

Breve descrição:

Ao fim da observação, grupo que trabalhou no evento.

Eu, o Miguel, o Saulo e o Ivan chegamos praticamente juntos (eu acho) e depois de escolhido o local exato, montamos os equipamentos. O pessoal do MCTL também chegou com seus equipamentos e às 17h40 estávamos a postos para a observação do evento. As pessoas aos poucos foram chegando (acompanhe as fotos) e aos poucos as filas foram se formando nos telescópios. Apesar de descampado, árvores na direção leste atrapalharam o início da observação, e só fomos encontrar a Lua lá pelas 18h15. Era visível o clima de desconfiança de alguns presentes e também da imprensa com um céu sem Lua no início da noite.

A Lua aos poucos foi subindo e saindo da sombra terrestre, às 19h já estava totalmente iluminada. A partir daí o principal alvo foi Saturno.

Como se tratou de uma observação aberta ao público, o evento serviu como forma de divulgar a Astronomia, já que muito observaram o eclipse, e olharam através de um telescópio pela primeira vez na vida. A observação mais técnica do fenômeno teve de ser deixada de lado. A preocupação maior foi em fazer com que o público conseguisse ver através dos equipamentos, principalmente quando o alvo era Saturno.

Abaixo, matéria da Band no local:

Matérias da Globo (RpcTv):


Destaques:

A equipe do Planetário também esteve presente;

Presença de um grande número de crianças, muitas vezes motivadas pelos pais a acompanhar o eclipse;

Presença da imprensa, Globo (RPC) e Band (Tarobá), inclusive com chamadas ao vivo do local;

Estimo que entre 300 e 400 pessoas observaram o evento e entraram nas filas pra olhar a Lua e Saturno através dos telescópios.

Fotos tiradas durante a observação do eclipse lunar total de 15 de junho de 2011. Evento organizado pelo GEDAL e pelo MCTL no restaurante universitário da UEL. Relatório do evento num próximo post.

Finalmente sem contratempos, consegui participar de uma edição da Mostra Cosmos 2011, realizada pelo Gedal e MCTL, no auditório do Observatório Astronômico da UEL. Fui convidado pelo Miguel (presidente do GEDAL) para apresentar o episódio 7 da série: A Espinha Dorsal da Noite (traduzida erradamente no DVD como Esqueleto da Noite). Trata-se do episódio mais histórico e menos astronômico da série, mas o que não o torna o menos importante. Aborda o desenvolvimento do conhecimento humano a respeito da astronomia, falando dos jônios e  os socráticos.

No fim do documentário Sagan, ao falar às crianças em uma sala de aula que ele também estudou quando criança, diz uma “profecia” científica a respeito da existência ou não de exoplanetas, que sempre que assisto o episódi, esse trecho me emociona. Abaixo, transcrevo as palavras dele:

“- …bem, os dois métodos podem ser usados (observação direta e velocidade radial da estrela), e quando vocês estiverem com a minha idade (ele está falando com crianças em uma sala de aula), já saberemos se as estrelas mais próximas têm planetas ou não. Poderemos conhecer dúzias ou centenas de outros sistemas planetários, e ver se são parecidos com o nosso, ou muito diferentes, ou se não há planetas em estrela nenhuma. Isso acontecerá durante suas vidas. E será a primeira vez na história do mundo que se saberá se há mesmo outros sistemas planetários…”

Notem que o vídeo é de 1980 e o primeiro exoplaneta foi descoberto em 1989 (salvo erro). Hoje temos quase 600 exoplanetas descobertos. Aquelas crianças devem estar com a idade de Sagan na época do vídeo. Legal né?!?!?

Abaixo duas fotos que tirei durante a exibição do vídeo.

Auditório do Observatório lotado.

Mostra Cosmos. Umas trinta pessoas participaram nesse dia.

Essa observação foi ideia do Ivan que me mandou um email convidando a estrear meu telescópio fora da cidade. Momento certo, já que eu estava com fim de semana livre de trabalhos musicais até tarde. Segue abaixo um pequeno relatório da observação:

Local: BREU

O grupo GEDAL têm um local definido de encontro para observações noturnas, o BREU. Cerca de 10 km afastado da zona urbana de Londrina na direção Leste, o Breu, apesar de não ser o ideal, possibilita um céu em condições razoáveis para observação. Fica no final do trecho asfaltado da estrada do Limoeiro, numa espécie de retorno (final de linha) de um ônibus de transporte público.

A não ser por uma árvore que nos rouba uns 20% do céu na direção Oeste-Sudoeste, e uma iluminação direta ao longe de um novo condomínio, temos um local com horizonte bem livre. Os lados mais prejudicados são o Oeste (direção de Londrina) e ao Norte em menor escala (direção da cidade de Ibiporã) que mostram um sky glow incômodo. No mais, o Leste e o Sul são ótimos. Com o crescimento da cidade, dentro de alguns anos o GEDAL certamente terá de encontrar outro local para fazer as observações.

Localização do BREU e visão da área urbana de Londrina. Aproximadamente 10 km de distância em linha reta.

Horário da observação:

O Saulo e o Marco (convidado do Ivan) foram os primeiros a chegar por volta das 19h. Eu cheguei 19h50, e aos poucos outros membros do grupo foram chegando. O Miguel (presidente do GEDAL) chegou por volta das 22h e mais gente chegou depois. Encerramos a observação a aproximadamente 1h30 da manhã.

Condições atmosféricas:

O céu esteve o tempo todo livre de nuvens. Incrívelmente limpo. O seeing estava razoável para bom. Como já foi dito, sky glow à Oeste e em menor escala ao Norte, objetos nestas direções não foram observados, a não ser Saturno no fim da observação que já estava baixando a Oeste. A temperatura estava agradável no início da observação (estimo entre 16 e 18 graus), porém com o passar do tempo foi baixando às 22h já estávamos incomodados. Ao fim da observação, estimo uma sensação térmica em torno de 8 graus.

Equipamentos:

Newton: – GSO 305mm dobsoniano; -Binóculos Octans 8×56; – Oculares: Plossl 15mm, 9mm, 32mm(2″) e 6mm (orto);

Saulo: – Refrator (90mm?); – Oculares diversas (entre elas as que testamos no meu telescópio : 17mm, 40mm, barlow 2x, ocular com zoom 7-21 (Orion);

Museu de Ciências da UEL: – Dob. 200mm (ótica S. Colleti); – ETX 125 PE Meade; – Oculares diversas (entre elas uma Wide Angle (2″) 30mm)

Ivan: – Refrator 60mm;

Some-se a estes, alguns acessórios como green laser pointer, a incrível lanterna-laser-verde-vermelho-branco do Saulo (vou comprar uma igual!), minha improvisada lanterna com celofane vermelho, e outros.

Alvos:

Planetas: Saturno.

Aglomerados, Nebulosas e Galáxias: No Sul: Jewel Box, Estrela Eta Carinae, Nebulosa Eta Carina (NGC 3372) (detalhes impressionantes), Nebulosa Key Hole, NGC 4833 (Mosca), NGC 3532 (espetacular na ocular de 40mm do Saulo), Ômega Centauri (fantástica na ocular de 32mm), Pleiades do Sul, NGC 3766, Nebulosa Lambda Centauri, NGC 3293, Aglomerado Omicron Velorum. Em Leão: M95 e M96 no mesmo campo de visão. Galáxia do Sombrero em Virgem (vimos sua faixa escura central com facilidade). No Escorpião, M4, M80, M7 e M6, NGC 6231. Em Sagitário: M8, M20, M17, M22, M25, M23, M28, M24 (na ocular de 40, espetacular!), M69 (gerou dúvida se era o mesmo, confirmado no mapa celeste).

Outros: Como bem lembrado pelo Ivan no comentário, foram observados cerca de 12 meteoros, um deles bem brilhante.

Ficou faltando vários objetos, que seriam observados com a ajuda do mapa celeste, mas o sereno molhando tudo atrapalhou, e com a chegada de mais pessoas depois das 22h acabamos repetindo outros objetos pra que todos vissem os mais impressionantes.

Em Saturno, eu e o Saulo fizemos testes com as oculares, e, das que tínhamos ali, o melhor para Saturno foi uma ocular de 17mm com barlow 2x. Ótimo campo, e ótima nitidez. A faixa escura na superfície do planeta, logo acima do anel era facilmente visível, e só não era visível a divisão de Cassini devido à posição atual do anel em relação à Terra.

O que falta pra melhorar

De minha parte ainda faltam várias coisas. Desde novos equipamentos astronômicos até acessórios que facilitam a ida a campo. Os próximos passos deveriam ser: Um gazebo desmontável (tipo uma grande barraca) pra abrigar aqueles que não querem (inclusive eu) ficar o tempo todo no sereno, e também abrigar a mulherada que acompanham seus maridos nas observações mas não estão lá com aquela empolgação (incluindo a minha, que eu acabo levando quase que na marra para as observações…rsrs). Uma iluminação vermelha mais eficiente para poder enxergar mapas celestes e imagens, e ainda procurar as oculares corretas, isso sem afetar a visão. Um laser pointer que funcione. Um colimador laser. Uma jaqueta daquelas de fotógrafo cheia de bolsos pra colocar as oculares abrigadas e facilmente localizáveis. Uma escadinha pequena para os baixinhos poderem alcançar a ocular e poder ver objetos que estão próximos ao zênite.  Um notebook com grande autonomia de bateria para facilitar a localização, seleção, identificação de objetos celestes através de softwares astronômicos (Stellarium, Cartes Del Ciel, Starry Night, etc). E claro todos os outros equipamentos que acabamos sonhando mas falta a grana pra comprar.

Participantes

Do pessoal mais regular estavam: Miguel, Saulo, eu, Dr. Ivan, Renan, Roberto Gameiro, Nani, Nívea, Cadu (e namorada?), Carlos Renato (e namorada ou esposa?). Meu filho de um ano e 5 meses estreou sua ida, mas ficou dentro do carro pra não passar frio.

Os que resistiram até o fim da observação à 01h30, num frio congelante: Da esq. para a dir. Nani e Miguel, Roberto, Renan, Yara, Douglas, Ivan e eu. Céu do sul ao fundo e avião passando na foto de 20 segundos de exposição (com flash).

Estiveram ainda presentes, a professora da UEL Dra Suely Obara Doi (bio-química, colega de departamento do Ivan) e marido, outros convidados do Ivan: Marco e o pessoal do curso de filosofia da Nova Acrópole: Paulo, Elisângela, Otávio, Giovani, Douglas e Yara, Mário (Pet-Física da UEL) e namorada, Glauco Gameiro (irmão do Roberto), e mais alguns que não lembro o nome. Quase 30 pessoas no total. Pra uma observação marcada de última hora até que tivemos um bom número de participantes.

Senti falta de alguns: Rose, João Paulo, Thaís, Alecsander, Bomfim e família, Sinésio e namorada, Gisele, e demais membros do GEDAL.

Este ano de 15 a 17 de outubro acontece em Londrina o 7º EPAST – Encontro Paranaense de Astronomia, sob coordenação do GEDAL – Grupo de Estrudos e Divulagação de Astronomia de Londrina.O EPAST acontece anualmente desde 2004, e é hoje a única oportunidade anual de encontro dos grupos amadores de Astronomia do Paraná para troca de experiências, idéias e informações sobre essa maravilhosa Ciência. Estão programadas palestras, mini-cursos, observação noturna do céu, exposições de meteoritos e muito mais. O local de realização do Epast deve ser a UEL.

As inscrições para ouvintes , palestrantes e apresentação de banners estão abertas e podem ser feitas no site do evento. Clique aqui para ir.