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Lua Crescente capturada durante o programa Astronomia ao Vivo #102. Câmera ASI 120MC, Telescópio Apo 100mm e redutor 0.75x. Duas tomadas sendo 100 melhores frames de 500 em cada tomada. Imagens capturadas com SharpCap, processadas com Registax e somadas no Photomerge.

Lua Capturada na virada de 23/09 para 24/09 durante o programa Astronomia ao Vivo #102

Lua Capturada na virada de 23/09 para 24/09 durante o programa Astronomia ao Vivo #102

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Idealizado e proposto pelo Miguel durante um churrasco aqui em casa há mais de um mês, a I Star Party do GEDAL aconteceu no Hotel Fazenda Luar de Agosto na cidade de Faxinal-Pr, com a presença de 19 adultos e o bebê Ian. Final de férias da escola, passeio em trilhas, cachoeira, observação do céu e amigos! Por que não! Lá fomos nós.

Vista geral do Hotel Fazenda Luar de Agosto.

Vamos ao relatório:

Evento:

Saulo durante a montagem dos equipamentos.

I Astro Festa do Gedal.

Data e Horário:

Dia 23 (sábado) e 24 (domingo) de Julho de 2011. Partimos juntos de Londrina às 14h30 em caravana de 6 carros e chegamos ao local por volta das 16h. Montagem dos equipamentos das 17h às 18h30, início das observações 21h (depois do jantar). Encerramento às 4h da manhã de domingo.

Participantes:

Na foto abaixo, todos os participantes:

Todos os participantes do encontro (da esquerda para a direita):Newton, Ian (bebê), Nívea, Ivan, Dani, Alexander, Sérgio, Bomfim, Lucibel, Renan, Edson, Fran, João Luiz, Esposa do João Luiz, Carlos Renato, Amanda, Saulo, Rose, Nany e Miguel.

Vale ressaltar a participação do amigo Sérgio Carbonar da SPCA de Ponta Grossa.

Local:

"A turma da casa" e a casa.

Hotel Fazenda Luar de Agosto fica na área rural de Faxinal, há exatos 100 Km de Londrina. Alugamos uma casa no local com capacidade para 10 pessoas, os demais participantes alugaram chalés para 2 e 4 pessoas. Montamos os equipamentos no gramado ao lado da casa. Na casa tínhamos energia, fogão, 2 banheiros e a possibilidade de dormir confortavelmente em uma cama e voltar a observar na madrugada.

O local é cercado de morros. Na verdade ele fica dentro de um vale (veja a primeira foto), que nos limita o céu principalmente à Leste e Oeste em cerca de 30 graus, ao Norte em cerca de 15 graus e exatamente ao Sul o vale se abre mostrando o horizonte livre. O gramado com o tempo ficou bem molhado pelo sereno, mas a umidade do sereno foi menor que imaginamos. Maior no início da noite mas diminuiu (!) madrugada a dentro, não sendo necessário o uso do secador nos equipamentos.

Condições atmosféricas e climáticas:

Nos dias anteriores ao evento fiquei bem desanimado com a previsão do tempo, que desmotivava até mesmo a levar os equipamentos (80% de chances de céu encoberto). Achava que íamos só para curtir o Hotel Fazenda, fazer trilhas, bater papo e nada de observação. Na manhã do sábado, céu encoberto em Londrina, depois do almoço o céu abriu com nuvens esparsas, o que dava uma boa esperança de observação. No fim da tarde poucas nuvens e ao anoitecer o céu estava maravilhoso. No início da observação uma analisada geral à olho nú nas constelações, principalmente na faixa da Via-Láctea e a conclusão foi de céu raramente visto por mim até hoje. O provável Sky Glow provocado pela pequena cidade de Faxinal era encoberto por um grande morro à Leste e não era percebido.

Minha câmera não mostra muita coisa, mas aí está Escorpião e Sagitário. Por favor clique para ver.

M7 era majestoso, M6 facilmente encontrado a olho nú, ômega centauri brilhava como uma estrela difusa e bem visível, e M8 e M20 eram facilmente percebíveis. A Via-láctea mostrava claramente suas faixas claras e escuras. A constelação indígena da Ema estava bem visível e linda!

O problema foi depois da meia noite. Pequenas nuvens tênues apareciam quase instantâneamente e também desapareciam muito rápido. O seeing era regular e observar Saturno e Júpiter com aumentos entre 150 e 200 vezes era decepcionante. Mais que isso nem pensar. Em certo momento parecia que ia nublar geral mais de repente o céu abria de novo.

Temperatura no local foi mais agradável que esperado, apesar de no fim da observação, as pernas já “batiam palmas”, nada que outra calça (que eu não coloquei) resolvesse. No início da observação dava pra usar só camiseta, estimo em 18 graus, depois, na madrugada o blusão e o boné eram indispensáveis, estimo em 10 graus no fim da observação.

Equipamentos:

– Newton: GSO 12″, binóculo Octans 8×56, oculares de 9mm, 15mm e 30mm;

– Saulo: refrator Meade 90 mm com Motor Drive (Celestron) em teste, câmera (?) oculares diversas;

– Renan (MCTL): Dois Meade ETX 125 PE (só um foi montado) , um Newt./dob. 200mm (ótica S. Colleti), oculares diversas;

– Miguel: Binóculo Celestron (?);

– Sergio Carbonar: Câmera Nikon D60(?) no tripé com montagem adaptada para guiagem manual;

– João Luiz: Telescópio Greika 114mm(?);

– Renan e Carlos Renato: Os celulares do Renan e do Carlos Renato possuem um programa de identificação de objetos celestes (Sky Map?!) que ajuda muito. Podem ser considerados equipamentos astronômicos e foram importantes durante o evento, principalmente para ajudar a localizar Netuno e Urano;

– Luiz Bomfim: Notebook com o programa Stellarium.

Objetos observados:

Durante a observação a minha intenção era fazer uma varredura completa em Sagitário e observar todos os objetos relevantes até as magnitudes 9-10. A certa altura as nuvens começaram a atrapalhar bastante e não completei os objetos como desejado. Mesmo assim foram 19 alvos encontrados sendo 13 Messier (faltaram apenas 2) e 6 NGC’s. Vamos a eles:

M69, M70, M54, M28, M22, M25, M8, M20, M17, M24, M16, M24, M18, NGC6569, NGC 6522, NGC 6528, NGC 6638, NGC 6642, NGC 6716;

Os demais:

M4, M7 e M6, Ômega Centauri e 47-Tucanae, Alfa do Centauro, Albireo; Planetas: Saturno, Netuno, Urano e Júpiter; NGC 3532 e Nebulosa de Eta Carinae em Carina.

Os que resistiram até o fim da observação: Eu, Miguel, Ivan, Renan e Alecsander.

Mais:

O Saulo ajudou o amigo João Luiz como montar, alinhar e usar o telescópio em montagem equatorial.

A tentativa do Saulo de adaptar os acessórios para fotografia em piggyback ali na hora não deu certo. Eu só tinha minha câmerazinha Sony com 30 segundos no tripé.

O Sérgio fez testes em sua nova (?) plataforma fotográfica manual “movida a feijão” by Diniz.

Eu, o Miguel, o Ivan, o Renan e o Alecsander resistimos até que Júpiter e a Lua surgissem acima do morro no Leste. Aliás, bela visão na ocular, da Lua surgindo por trás das árvores no topo do morro. Pena não ter fotografado. As quatro principais luas de Júpiter estavam bem visíveis, três de um lado e uma do outro, todas próximas do planeta. Devido ao seeing detalhes na superfície de Júpiter eram pouco visíveis.

Só descobri que o Renan tinha levado as oculares UWA 5000 da Meade de 14 e 18 mm no dia seguinte. Seria boa chance de observar com elas no meu telê. Fica pra próxima.

Só com quentão para aguentar o friozinho. Aliás, show de quentão!!! Parabéns pra Nany!!!

Mais sobre a atividade:

O fim de semana não foi só de Astronomia para o Gedal, no dia seguinte (domingo) aproveitamos bem o local durante o dia todo. Pela manhã fizemos trilhas, algumas com trechos bem difíceis. Depois do almoço fomos até o salto São Pedro, o Ivan e o Renan foram os corajosos que desceram o tobogã gigante. Conclusão: Maravilha de lugar! Espero que seja frequente nossa ida até lá.

Família curtindo o passeio.

Um bom relatório é aquele feito ainda no “calor” da situação. Neste caso, já se passaram oito dias e só agora consegui sentar com calma para escrever sobre o evento de 15 de junho. Portanto, não é de se esperar uma descrição que bem demonstre o desenrolar da observação. Mas vamos lá:

Evento:

Eclipse Lunar Total em que, nós observadores do Brasil só acompanhamos a segunda metade do fenômeno, a Lua Cheia nasceu no horizonte já totalmente eclipsada. Dados sobre o eclipse, com os horários podem ser vistos clicando aqui.

Data,  e Horário:

Lua durante o eclipse. Foto tirada pela minha amiga Juliana Romanzini do Planetário de Londrina, durante a observação na UEL.

15 de junho de 2011, a Lua nasceu no horizonte às 17h44 (em Londrina), mas só iniciamos sua visualização aproximadamente às 18h10 atrás das árvores e já inciada a saída da sombra da Terra. Depois do fim da parte visível do eclipse (19h02), ainda ficamos até às 20h observando Saturno.

Local e condições:

O local de observação foi o estacionamento do restaurante universitário da UEL. Um local relativamente descampado dentro da Universidade que foi escolhido por ser um lugar central no campus de fácil acesso e fácil de encontrar, e também estaria cheio de universitários no horário do eclipse (hora do jantar). Como se tratou de uma observação aberta ao público, o evento serviu como forma de divulgar a Astronomia, já que muito observaram o eclipse atentamente e olharam através de um telescópio pela primeira vez na vida.

As árvores a Leste atrapalharam o início da observação, e não permitiu que a visualizasse na fase de totalidade. O céu estava totalmente limpo, típico do inverno londrinense, temperatura estava agradável, mas por precaução, usei blusão e chapéu pra não ficar resfriado.

Equipamentos:

– Newton: GSO 12″, binóculo Octans 8×56 no tripé;

– Saulo: refrator Meade 90 mm;

– MCTL: Dois Meade ETX 125 PE , um Newt./dob. 200mm (ótica S. Colleti), dois binóculos Meade (9×63?);

Breve descrição:

Ao fim da observação, grupo que trabalhou no evento.

Eu, o Miguel, o Saulo e o Ivan chegamos praticamente juntos (eu acho) e depois de escolhido o local exato, montamos os equipamentos. O pessoal do MCTL também chegou com seus equipamentos e às 17h40 estávamos a postos para a observação do evento. As pessoas aos poucos foram chegando (acompanhe as fotos) e aos poucos as filas foram se formando nos telescópios. Apesar de descampado, árvores na direção leste atrapalharam o início da observação, e só fomos encontrar a Lua lá pelas 18h15. Era visível o clima de desconfiança de alguns presentes e também da imprensa com um céu sem Lua no início da noite.

A Lua aos poucos foi subindo e saindo da sombra terrestre, às 19h já estava totalmente iluminada. A partir daí o principal alvo foi Saturno.

Como se tratou de uma observação aberta ao público, o evento serviu como forma de divulgar a Astronomia, já que muito observaram o eclipse, e olharam através de um telescópio pela primeira vez na vida. A observação mais técnica do fenômeno teve de ser deixada de lado. A preocupação maior foi em fazer com que o público conseguisse ver através dos equipamentos, principalmente quando o alvo era Saturno.

Abaixo, matéria da Band no local:

Matérias da Globo (RpcTv):


Destaques:

A equipe do Planetário também esteve presente;

Presença de um grande número de crianças, muitas vezes motivadas pelos pais a acompanhar o eclipse;

Presença da imprensa, Globo (RPC) e Band (Tarobá), inclusive com chamadas ao vivo do local;

Estimo que entre 300 e 400 pessoas observaram o evento e entraram nas filas pra olhar a Lua e Saturno através dos telescópios.

Fotos tiradas durante a observação do eclipse lunar total de 15 de junho de 2011. Evento organizado pelo GEDAL e pelo MCTL no restaurante universitário da UEL. Relatório do evento num próximo post.