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Planetas Júpiter e Saturno registrados em 28/05/17. Júpiter na constelação de Virgem a uma distância da Terra de 718 milhões de quilômetros e naquele momento mostrava a Grande Mancha Vermelha. Saturno na constelação de Ofiúco a 1,36 bilhão de quilômetros (praticamente o dobro de Júpiter) e mostra seus anéis quase em inclinação máxima (26°). A imagem também mostra a lua galileana Io à esquerda de Júpiter.

Júpiter e Saturno_PS_resize2

Os registros foram feitos do Observatório Draco Australis-Londrina/PR durante o programa Astronomia ao Vivo #137 com telescópio Celestron C11 Nexstar GPS e câmera ZWO ASI120MC (sem uso de lente barlow). Capturados com SharpCap e processado com Registax. Montagem da imagem no PS. c11gps_asi120mc

Em 15/06/17 às 07h05 (horário de Brasília) Saturno atinge a oposição. Isso quer dizer que, do ponto de vista da Terra, enquanto o Sol está de um lado, o planeta dos anéis estará do outro. Ele estará no seu melhor para observação, na constelação Ophiuchus, e ficará visível durante a maior parte da noite, atingindo o seu ponto mais alto no céu em torno da meia-noite, hora local.
Daqui de Londrina-PR, ele ficará visível entre 18h30 (15/06) e 06h00 (16/06) aproximadamente. Alcança seu ponto mais alto no céu às 00h25, 88° acima do horizonte nordeste.

Em cima, foto feita pelo Telescópio Espacial Hubble em Março de 2004. Em baixo, Saturno registrado pela sonda Cassini em Maio de 2004.

Em cima, foto feita pelo Telescópio Espacial Hubble em Março de 2004. Em baixo, Saturno registrado pela sonda Cassini em Maio de 2004.

Saturno oposto ao Sol

Ao mesmo tempo que Saturno passa pela oposição, ele também faz sua máxima aproximação da Terra no ano – denominado perigeu – fazendo com que ele seja visto e registrado mais brilhante e maior.
Saturno orbita o Sol muito mais longe do que a Terra – a uma distância média do Sol de 9,56 vezes a distância da Terra, e por isso o seu tamanho angular não varia muito.
Nesta ocasião, Saturno ficará a uma distância de 9,04 UA, e seu disco medirá 18,4 arcsec de diâmetro, brilhando em magnitude 0,0. Mesmo em sua maior aproximação da Terra, no entanto, não é possível distingui-lo como mais do que um ponto de luz semelhante a uma estrela sem o auxílio de um telescópio.

Os anéis de Saturno

Saturno está inclinado mostrando seu hemisfério norte nesta oposição, e os anéis estão inclinados em um ângulo de 26° em relação à nossa linha de visão, que é quase a inclinação máxima que eles podem ser vistos da Terra. Isso significa que eles serão muito bem apresentados e visíveis ao telescópio.

Simulação de sequência de oposições de 2001 a 2029 mostrando as diferentes inclinações dos anéis. Em 2017 a inclinação atinge o seu máximo de 26°.

Simulação de sequência de oposições de 2001 a 2029 mostrando as diferentes inclinações dos anéis. Em 2017 a inclinação atinge o seu máximo de 26°.

O efeito Seeliger

Por algumas horas, antes e depois do momento exato da oposição, pode ser possível discernir um brilho acentuado dos anéis de Saturno em comparação com o disco do planeta, conhecido como o efeito Seeliger.

Isso ocorre porque os anéis de Saturno são feitos de um mar fino de partículas de gelo que normalmente são iluminadas pelo Sol em um ângulo ligeiramente diferente do nosso ângulo de visão, de modo que vemos algumas partículas iluminadas e algumas que estão na sombra das outras.

Próximo da oposição, no entanto, as partículas de gelo são iluminadas quase que exatamente da mesma direção da qual as vemos, o que significa que muito poucas estão nas sombras.

Efeito Seeliger observado na imagem de Daniel Fischer (fonte: @suthers no twitter).

Efeito Seeliger observado na imagem de Daniel Fischer (fonte: @suthers no twitter).

Transmissão ao Vivo

Se o tempo colaborar e equipe de astrônomos amadores do canal Astronomia ao Vivo fará transmissão ao vivo na noite da oposição de Saturno (de 14 para 15/06/17).

 

Fonte: in-the-sky.org

Dia 04/08 quinta-feira, o grupo pet se reuniu mais uma vez no pátio do RU da UEL para mais uma edição do II COL – Ciclo de Observações Lunares, a quinta do ano. A Lua e Saturno foram os alvos e tivemos quatro telescópios a disposição da comunidade acadêmica: meu Dob 12″, um Etx125 e um 200mm Dob (do Observatório) e um Meade 90mm (do Planetário).

Começamos a observação às 17h40 e terminamos às 19h40.  Creio que mais de 200 pessoas no total participaram desta edição.

 

Cartaz do Projeto

Dia 28 de julho eu e minha amiga Juliana Romanzini (Planetário de Londrina), fomos convidados por nossos também amigos Prof. Daniel Sanzovo e a Prof. Vanessa Queiroz, para irmos à Jacarezinho apresentar uma palestra com o tema Constelações de Cartas Celestes e também realizar uma breve observação do céu com telescópio.

O prof. Daniel coordena um projeto de extensão chamado AstroJacarezinho onde ministra aulas sobre Astronomia com o objetivo de trabalhar o conhecimento científico com a utilização da Astronomia Observacional e Instrumental. O público alvo do projeto são professores e alunos do ensino básico de Jacarezinho-Pr, alunos da UENP e comunidade em geral. O curso acontece uma vez por mês.

Saímos de Londrina com carro da Uel às 16h30 e chegamos em Jacarezinho às 18h00, fomos recebidos por nossos amigos, fizemos um lanche e fomos pra sala. Depois de uma explanação sobre constelações e cartas celestes, mostrando inclusive o programa Stellarium, fomos pra fora observar o céu. Levamos o Meade 90mm (copinho) do Planetário. Porém o céu não ajudou e só conseguimos visualizar o planeta Saturno por alguns instantes. Nem todos os participantes puderam vê-lo devido às nuvens. Combinamos de voltar pra outras observações, e tentarei levar meu telescópio nas próximas.

No fim, depois de guardados os equipamentos, comemos duas belas pizzas escolhidas by Juliana, paramos em frente à Igreja Matriz para tirar umas fotos do relógio de Sol instado em frente a ela (em breve post só sobre este relógio). Depois, estrada e retorno pra casa.  Chegamos em Londrian por volta das 00h20.

As fotos:

 

 

Semana retrasada, tivemos no colégio Pontual,dias de preparação e realização da prova da XIV OBA (a primeira no colégio). Como já comentado em post anterior, terça-feira, dia 10/05 realizamos a última das três aulas preparatórias para a prova. Na quinta-feira, dia 12/05 à noite, realizamos uma breve observação noturna do céu, quando vimos  Saturno e a Lua, além da Nebulosa de Órion  e Ômega Centauri (com dificuldade). Na sexta-feira, dia 13/05 às 14h realizamos a prova. Participaram 10 alunos do ensino fundamental e 5 do ensino médio. Colaboraram para a realização dessa prova, os professores Vinícius Montai (Física) e Carlos Henrique Duarte Caike (Matemática), a coordenadora Marta Nazário e a diretora pedagógica Marli Carrion. A premiação dos melhores colocados e entrega de certificados deverão acontecer em outubro segundo a organização da OBA. Abaixo, fotos da observação e da realização da prova.

Semana passada a agenda estava cheia de eventos astronômicos. Observações, palestras, aulas, prova da OBA. Em alguns, tive que cancelar minha participação por motivos diversos. Vejamos como foi:

Foto do quadro depois da aula. Equação de Tsiolkovsky e outros.

Terça-feira foi dia da última aula preparatória para a prova da OBA – Olimpíada Brasileira de Astronomia, no Colégio Pontual. O quinze alunos que se inscreveram para participar me aturaram por três horas falando de foguetes, movimentos da Terra, da Lua, eclipses, e muito mais. No total foram três aulas, uma por semana, sempre nas terças-feiras. As aulas foram ótimas e só podia, os alunos estavam ali porque realmente estavam interessados no assunto.

Ainda na Terça-Feira, o Prof. Dr. Gilberto Sanzovo e o meu amigo e planetarista Maurício Capucim do Planetário de Londrina estiveram participando de um evento comemorativo do Ano Internacional da Química no Colégio de Aplicação com vídeo-documentário e observação do céu. Como eu estava em um ensaio com uma banda (também sou músico, trompetista) e o evento acabou mais cedo que o previsto não pude estar presente. PARTICIPAÇÃO CANCELADA.

Na quarta-feira à tarde estava marcado a segunda edição do II Ciclo de Observações Lunares da PET-Física da UEL. Às 16h30, telescópio embarcado, e ao sair de casa… o carro quebrou (bomba de combustível) e fiquei na mão, quer dizer, fiquei na rua esperando o guincho…rsrs. Resultado, morri com 200 reais e PARTICIPAÇÃO NO EVENTO CANCELADA.

Se tudo tivesse ido bem com o carro, logo após a observação da UEL que iria das 17h até as 19h15, levaria o equipamento direto para o colégio Champagnat, onde participaria do evento do Ano Internacional da Química com observação da Lua e Saturno com o pessoal do Planetário. Nesse evento, portanto, tive minha PARTICIPAÇÃO CANCELADA.

Palestra para crianças do colégio PGD.

Turminha do quinto ano vespertino do PGD.

Na quinta-feira, logo pela manhã estive no Colégio PGD de Londrina, para realizar uma palestra astronômica para os alunos do quinto ano do ensino fundamental, com ênfase no Sistema Solar, sua origem, características e a nova classificação, e ainda, alguns temas relacionados à Olimpíada Brasileira da Astronomia, pois eles iriam participar da prova que acorreu na sexta-feira.

Voltei à tarde ao PGD para a mesma palestra, só que agora para a turma do quarto ano da tarde. Foi ótima a participação dos alunos, foram muito receptivos e pareciam estar bem ansiosos para ouvir sobre o assunto.

No meio da tarde da quinta-feira, e já com o carro arrumado, novamente o equipamento foi embarcado, dessa vez para uma observação no pátio do Colégio Pontual, com a participação dos alunos que realizariam a prova da OBA (os mesmos da aula preparatória da terça-feira). Essa observação foi das 18h até às 19h45 (ver também o post especial com fotos desse evento), e foi possível ver Saturno, a Lua, Nebulosa de Órion e Ômega Centauro.

Aluno observando Saturno. Cruzeiro do Sul no céu ao fundo.

Prof. Dr. Gilberto Sansovo falando aos participantes do evento.

Após a observação no Pontual, fui para o Colégio Castaldi de Londrina para participar do evento comemorativo do Ano Internacinal da Química, (finalmente, já que terça e quarta não tinha dado certo). Montamos o meu telescópio e o telescópio ETX-125 do Planetário. O Maurício mostrava a Lua e eu fiquei responsável por apresentar Saturno para os alunos do colégio que participaram do evento. Foi muito proveitoso, conversei bastante com alunos e professores, inclusive um professor da Espanha que pediu pra lhe apresentar o Cruzeiro do Sul, já que lá ele não é visto no céu de lá.

Sexta-feira é dia de Projeto “Estações de Aptidão” no Colégio Pontual das 11h às 12h30. 21 alunos participam do meu curso de Astronomia, o qual já comentei em um post anterior. Nesse dia, tivemos a última aula teórica (pra alívio dos alunos), quando falamos sobre Paralaxe Estelar.

Pra finalizar, na tarde da sexta-feira, às 14h iniciamos a prova da Olimpíada Brasileira de Astronomia, com os quinze alunos participantes. Sendo 10 alunos do fundamental (sexto ao nono ano) e 5 do ensino médio (primeiro e terceiro ano). Considerei que a prova estava com nível bom para os alunos do ensino médio, porém, para os alunos do sexto e sétimo anos do fundamental, na minha opinião, estava difícil com problemas matemáticos que eles não estavam habituados. Acho que uma prova com mais perguntas objetivas (talvez umas 30 questões) e sendo mais abrangente no conteúdo seria mais interessante. Outra opinião minha, seria não aplicar a mesma prova para os alunos do sexto ao nono ano, como foi feito.

Os alunos do Colégio Pontal participantes da OBA, durante a aplicação da prova.

No sábado eu tinha programado a ida à segunda edição da Mostra Cosmos, realizada pelo GEDAL e Museu de Ciências da UEL, porém, surgiu um casamento para tocar e acabei com minha PARTICIPAÇÃO CANCELADA, infelizmente.

Saldo da semana: Dos 11 eventos possíveis, participação ou realização de 7 e cancelamento de 4.

Fora toda essa maratona, ainda tive aulas normais de matemática e física no Pontual, e ainda meus eventos musicais (ensaios e cerimônias de casamento).