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Imagem antiga reprocessada. À esquerda está M8 conhecida com Nebulosa da Lagoa e que fica a 4850 anos-luz de distância, e à direita está M20 conhecida como Nebulosa Trífida que fica a 5200 anos-luz de nós. Ambas estão na constelação de Sagitário. A imagem foi feita em Marilândia do Sul no Castelo Eldorado durante o I Acampamento Astronômico do GEDAL. Telescópio Apo Sprit 100mm + câmera Canon 600D. Frames: 36x90s.

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Estou aproveitando bem as noites de céu limpo do mês de junho e refazendo imagens de objetos que capturei em abril e maio. Todas agora com muito mais tempo de exposição pois definitivamente me entendi com meu setup e tudo está correndo bem sem surpresas há várias sessões. Estou conseguindo frames bem longos agora, de 20 min em h-alpha, e o grande tempo total de exposição revela muitos detalhes das nebulosas de emissão.

Abaixo está o par de nebulosas M16 (à direita) e M17 (à esquerda). M16, ou Nebulosa da Águia é uma nebulosa conhecida pela presença dos chamados “Pilares da Criação“, colunas gigantescas de gás com alguns anos-luz de comprimento onde estão se formando novas estrelas e que foi fotografada pelo Telescópio Espacial Hubble e cuja imagem se tornou muito conhecida. Se você olhar atentamente na imagem, dá pra ver claramente a região dos pilares e a região que dá nome à nebulosa. M16 se encontra a uma distância de aproximadamente 7 mil anos-luz de nós. M17 ou Nebulosa do Cisne, ou ainda Nebulosa Omega, está a uma distância entre 5 mil e 6 mil anos-luz e possui cerca de 15 anos-luz de diâmetro. A massa de gases dessa nebulosa é 800 vezes maior que a massa do Sol.

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Para fazer essa imagem foram 12 frames de 1200 segundos cada e mais 20 frames de 60 segundos. Equipamento é o mesmo de ultimamente: Filtro Baader H-alpha, Lente Nikkor 180 e câmera QHY9S-M, a montagem é uma SW NEQ6.

Na quarta noite seguida de ensaios astrofotográficos (07/07/13) o alvo foi M20 – Nebulosa Trífida. Ela fica bem ao lado de M8 (veja post anterior) à qual fotografei nas duas noites anteriores. Foco melhor agora, mas o problema segue no número pequeno de frames. Nas próximas noites vou aumentar bem tanto os frames quanto o tempo de cada um. Isso vai depender de um alinhamento melhor do que já fiz até agora.

RC8" + NEQ6 + Canon 4ooD XTi modificada

RC8″ + NEQ6 + Canon 4ooD XTi modificada

Nas noites de 3, 4 e 5 de julho, foram noites que finalmente consegui montar meus equipamentos. Céu limpo depois de quase 15 dias de chuvas, e ainda livre de provas pra corrigir enfim, não podia perder a oportunidade.

As imagens do primeiro dia foram descartadas, Omega Centarui, Caixa de Jóias, e M6 se tornaram tentativas mal sucedidas. No segundo dia uma imagem melhor. O alvo foi M8, a famosa Nebulosa da Lagoa. Mas ainda tive problemas de foco e frames arrastados devido ao erro periódico da montagem. Avaliei os erros cometidos, e na noite seguinte tentei novamente M8. Melhorou muito! Surgiram mais detalhes da nebulosa e no processamento, economizei no vermelho que estava exagerado na primeira imagem. O setup usado foi: RC8″ + NEQ6 Pro + Canon 400D XTi modificada com Disparador Timer , e os softwares EQASCOM + Cartes Du Ciel, sem guiagem por enquanto. Com certeza com mais tempo, espero melhores resultados. Compare as imagens abaixo:

5 frames de 90 1,5 minutos, noite do dia 04/07/13.

5 frames de 90 1,5 minutos, noite do dia 04/07/13.

20 frames de 1 minuto, noite do dia 05/07/13. Melhorou!
20 frames de 1 minuto, noite do dia 05/07/13. Melhorou!

A Nasa divulgou essa semana uma bela sequência de imagens tiradas pela sonda Dawn do maior asteroide do Sistema Solar: Vesta. Veja a imagem abaixo. As várias notícias na internet e nas listas de discussões me animaram a localizá-lo no céu.

Asteróide Vesta. Imagens da sonda Dawn da NASA.

Amanhã dia 5 de Agosto de 2011 Vesta estará em oposição, ou seja, praticamente uma linha reta entre o Sol, a Terra e o Asteroide, isso também significa que ele é visto próximo ao Zênite à meia noite. Sua distância da Terra é menor e obviamente seu brilho é maior e sua visualização fica mais fácil.

Quem está em local totalmente sem poluição luminosa consegue ver o asteroide a olho nú com dificuldade. Na região urbana ele é facilmente localizado com binóculos nesta época.

Ontem com meu binóculo Octans 8×56 consegui ver localizar Vesta em menos de um minuto. Antes de ir lá fora, uma boa analizada no Starry Night marcando os pontos de referência para a observação. —Acompanhe os números no desenho abaixo—(1) Partindo de Sagitário (bule) descendo para o horizonte na direção Leste, (2) primeiramente localizei um asterismo em Capricórnio parecido com um “mini Cruzeiro do Sul”, descendo mais um pouco, (3)duas estrelas brilhantes vistas no binóculo, descendo mais, (4)encontrei um outro asterismo parecido com uma “mini Coroa Austral” com a abertura apontada para Sagitário. Voltando um pouquinho o binóculo para cima (5)quatro estrelas, sendo três bem alinhadas e uma mais para o alto. Lá estava Vesta, era a segunda da direita para a esquerda das três estrelas alinhadas.

Olhando com calma percebe-se um brilho diferente dele em relação às estrelas próximas e de mesma magnitude.