Tag Archive: NEQ6


Mosaico de duas imagens da região da constelação do Cisne (Região de Gamma Cygni e Sadr). Capturada com filtro h-alpha, lente 180mm e câmera QHY9S-M. Tempo total 5h. Capturas feitas em Padre Bernardo – GO durante o 8º EBA – Encontro Brasileiro de Astrofotografia.
http://www.astrobin.com/222151/

209bb05e88ffb737f3914742b96ed5d7.1824x0_q100_watermark

Anúncios

Trio de Sagitário. M8 – Nebulosa da Lagoa (à esquerda) e M20 (Nebulosa Trífida (à direita) e NGC 6559 (acima de M8).

Ha+(Ha)(SinteticGreen)(OIII)_PS_canvas_small_P

 

Imagem da região próxima da estrela Gamma Cygni (Sadr) na constelação do Cisne. No centro, Propeller Nebula e embaixo à esquerda NGC 6914. A imagem foi captada na última noite do 8º EBA – Encontro Brasileiro de Astrofotografia em Padre Bernardo – GO, na madrugada de 18/07/15. Foram 8 frames de 1200 segundos cada. Filtro h-alpha, lente Nikkor 180mm 2.8 ED @f/4, câmera QHY9S-M, montagem NEQ6. Programa de captura EZCAP, empilhamento DeepSky Stacker, processamento Photoshop. Guiagem com PHD2. Câmera de Guiagem ASI120MC e lente de guiagem Miniguide Orion 8×50.

DSS_PS2_mask2_canvas_signature_small

Imagem da bela e rica região da estrela Sadr na constelação de Cisne, IC1318. A imagem mostra à direita no alto a nebulosa Crescente (NGC 6888) e muitas nebulosas de reflexão e nebulosas escuras. Imagem em h-alpha, lente 180mm, câmera QHY9S-M. 7 frames de 1200 segundos cada. Imagem captada durante o 8º EBA- Encontro Brasileiro de Astrofotografia em Padre Bernardo-GO na madrugada do dia 17 de julho de 2015.

DSS_PS_noise_starssmallers_registax_canvasandsignature_small_final

Estou aproveitando bem as noites de céu limpo do mês de junho e refazendo imagens de objetos que capturei em abril e maio. Todas agora com muito mais tempo de exposição pois definitivamente me entendi com meu setup e tudo está correndo bem sem surpresas há várias sessões. Estou conseguindo frames bem longos agora, de 20 min em h-alpha, e o grande tempo total de exposição revela muitos detalhes das nebulosas de emissão.

Abaixo está o par de nebulosas M16 (à direita) e M17 (à esquerda). M16, ou Nebulosa da Águia é uma nebulosa conhecida pela presença dos chamados “Pilares da Criação“, colunas gigantescas de gás com alguns anos-luz de comprimento onde estão se formando novas estrelas e que foi fotografada pelo Telescópio Espacial Hubble e cuja imagem se tornou muito conhecida. Se você olhar atentamente na imagem, dá pra ver claramente a região dos pilares e a região que dá nome à nebulosa. M16 se encontra a uma distância de aproximadamente 7 mil anos-luz de nós. M17 ou Nebulosa do Cisne, ou ainda Nebulosa Omega, está a uma distância entre 5 mil e 6 mil anos-luz e possui cerca de 15 anos-luz de diâmetro. A massa de gases dessa nebulosa é 800 vezes maior que a massa do Sol.

for mask_PS_registax_mask_canvas_signature

Para fazer essa imagem foram 12 frames de 1200 segundos cada e mais 20 frames de 60 segundos. Equipamento é o mesmo de ultimamente: Filtro Baader H-alpha, Lente Nikkor 180 e câmera QHY9S-M, a montagem é uma SW NEQ6.

Um dos maus da astrofotografia de céu profundo é que pra cada equipamento vai pelo menos um fio: montagem dois cabos, 2 dew heathers dois cabos, câmera dois cabos, guiagem um cabo, fora a fontes e notebook… pra quem não tem (ainda) um observatório fixo como eu, levo mais tempo pra ajustar e plugar tudo do que enquadrar e começar a fotografar. E  olha que ainda faltam mais umas parafernálias pra complementar o setup.

IMG_4761

Foto guardada - aplicadas configuracoes.

IC 2944 – Running Chicken Nebula ou Lambda Cen Nebula. 20 x 300 segundos. Filtro Baader H-alpha 7nm, sensor a -10°C. NEQ6 + Nikon Nikkor 180mm ED Ai-S + QHY9S-M.

Foto guardada - aplicadas configuracoes.

M16 – Nebulosa da Águia (à esquerda) e M17 – Nebulosa do Cisne ou Nebulosa Omega (à direita). Apenas 5 X 300 segundos. Filtro Baader H-alpha 7nm, sensor a -10°C. NEQ6 + Nikon Nikkor 180mm ED Ai-S + QHY9S-M.

Foto guardada - aplicadas configuracoes.

NGC 3372 – Nebulosa de Carina. 20 X 300 segundos e 3 x 600 segundos. Filtro Baader H-alpha 7nm, sensor a -10°C. NEQ6 + Nikon Nikkor 180mm ED Ai-S + QHY9S-M

Tá aí um trabalho que me deixou muito satisfeito e que começa a abrir um novo horizonte na minha caminhada na fotografia astronômica. É minha melhor imagem até aqui certamente. Ela foi feita durante o I Acampamento Astronômico do GEDAL no Castelo Eldorado na cidade de Marilândia do Sul, cerca de 80 km de Londrina. O resultado mostra como é importante ter um céu sem poluição luminosa para explorar o potencial do equipamento). Aqui não foi necessário o filtro CLS. A imagem foi processada sem frames de calibragem (sem darks, flats nem bias frames), e ainda a câmera não é modificada para astrofotografia. Detalhes da captura na imagem. Ela está também aqui no site Astrobin.

segundo processamento_e_final_3

M8, ou NGC 6523, conhecida como Nebulosa da Lagoa (à esquerda na imagem), é uma nebulosa de emissão situada à aproximadamente 6500 anos-luz de distância na constelação de Sagitário. Possui cerca de 140 anos-luz de comprimento, e 60 anos-luz de largura. É composta por nuvens de hidrogênio, estrelas brilhantes em seu centro formando o aglomerado aberto NGC 6530, e possui pequenos glóbulos escuros proto-estelares de formação de futuros sistemas estelares (glóbulos de Bok).

M20, 0u NGC 6514, é conhecida por Nebulosa Trífida (à direita na imagem), é uma combinação de nebulosa de emissão (parte vermelhada), nebulosa de reflexão (a parte azulada), e nebulosa escura (que dá origem à divisão em três lobos), a combinação forma um belo conjunto e um efervescente berçário estelar. Trata-se de uma nebulosa jovem, com aproximadamente 300 mil anos de idade. Essa nebulosa está a cerca de 5200 anos-luz de distância da Terra e possui um diâmetro de aproximadamente 45 anos-luz. Ela fica em torno de 2 graus ao Norte da Nebulosa da Lagoa (M8).

Primeira imagem de M16 e primeira vez usando o GSO12″ pra valer em Céu Profundo + NEQ6 + canon 400d mod + corretor de coma GSO. Foram 49 frames de 20 segundos ISO 1600. Ventava bastante e pra conseguir salvar alguns frames tive que fazer capturas curtas, assim salvei 50% dos que fiz. Um telescópio desse porte ao ar livre é impossível, obrigatório um observatório. A calçada instável (qualquer carro ou ônibus passando na rua estraga o frame), o vento, a poluição luminosa e a falta de experiência não contribuíram pra uma qualidade melhor. Mas como desde que iniciei a ideia de fazer astrofotografia, M16 era uma meta, mesmo com a qualidade abaixo do esperado, sonho conquistado. Um detalhe na foto é que fiz um novo balanço de branco, que melhorou a questão do vermelho de fundo que estava sobrando.

M16 a Nebulosa da Águia. 49 frames de 20 segundos com o GSO12".

M16 a Nebulosa da Águia. 49 frames de 20 segundos com o GSO12″.

M16 situa-se aproximadamente 7 000 anos-luz em relação à Terra e sua magnitude aparente é igual a 6,4, sendo fracamente visível a olho nu, mesmo em excelentes condições de observação. É um sistema relativamente jovem, em termos astronômicos, com apenas 5,5 milhões de anos. Possui uma região muito conhecida como “Pilares da Criação” que é uma região de formação de estrelas. O maior de tais “pilares” tem 7 anos-luz de comprimento. Devido à sua grande densidade, os gases contidos nos pilares se aglutinam gravitacionalmente para formar estrelas. Em cada ponta do pilar, a intensa radiação emitida pelas estrelas jovens causam a dispersão de elementos menos densos, deixando exposto alguns glóbulos gasosos em evaporação, berçário de novas estrelas.

Na quarta noite seguida de ensaios astrofotográficos (07/07/13) o alvo foi M20 – Nebulosa Trífida. Ela fica bem ao lado de M8 (veja post anterior) à qual fotografei nas duas noites anteriores. Foco melhor agora, mas o problema segue no número pequeno de frames. Nas próximas noites vou aumentar bem tanto os frames quanto o tempo de cada um. Isso vai depender de um alinhamento melhor do que já fiz até agora.

RC8" + NEQ6 + Canon 4ooD XTi modificada

RC8″ + NEQ6 + Canon 4ooD XTi modificada