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Nova imagem de M8 (Nebulosa da Lagoa) e M20 (Nebulosa Trífida). M20 fica a cerca de 5000 anos-luz de distância e M8 a cerca de 4000 anos-luz, ambas situadas na constelação do Sagitário. Sobre M8 está a bela nebulosa NGC 6559, no centro-esquerdo da imagem está o aglomerado globular NGC 6544, a nebulosa escura acima de M8 é B 91, à direita e acima de M20 encontra-se o aglomerado aberto M21 e entre M8 e M20 está o aglomerado aberto Bochum 14. A minha intenção era capturar um total de 4 horas mas as nuvens atrapalharam, mesmo assim consegui 2h40min. Equipamentos: Nikkor 180mm ED f2.8 @f/4, QHY9S-M, NEQ6, filtro h-alpha Baader 7nm 1.25″. Local: Londrina-PR.

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Atualização (23/06/2015). Nova versão de processamento:

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Tá aí um trabalho que me deixou muito satisfeito e que começa a abrir um novo horizonte na minha caminhada na fotografia astronômica. É minha melhor imagem até aqui certamente. Ela foi feita durante o I Acampamento Astronômico do GEDAL no Castelo Eldorado na cidade de Marilândia do Sul, cerca de 80 km de Londrina. O resultado mostra como é importante ter um céu sem poluição luminosa para explorar o potencial do equipamento). Aqui não foi necessário o filtro CLS. A imagem foi processada sem frames de calibragem (sem darks, flats nem bias frames), e ainda a câmera não é modificada para astrofotografia. Detalhes da captura na imagem. Ela está também aqui no site Astrobin.

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M8, ou NGC 6523, conhecida como Nebulosa da Lagoa (à esquerda na imagem), é uma nebulosa de emissão situada à aproximadamente 6500 anos-luz de distância na constelação de Sagitário. Possui cerca de 140 anos-luz de comprimento, e 60 anos-luz de largura. É composta por nuvens de hidrogênio, estrelas brilhantes em seu centro formando o aglomerado aberto NGC 6530, e possui pequenos glóbulos escuros proto-estelares de formação de futuros sistemas estelares (glóbulos de Bok).

M20, 0u NGC 6514, é conhecida por Nebulosa Trífida (à direita na imagem), é uma combinação de nebulosa de emissão (parte vermelhada), nebulosa de reflexão (a parte azulada), e nebulosa escura (que dá origem à divisão em três lobos), a combinação forma um belo conjunto e um efervescente berçário estelar. Trata-se de uma nebulosa jovem, com aproximadamente 300 mil anos de idade. Essa nebulosa está a cerca de 5200 anos-luz de distância da Terra e possui um diâmetro de aproximadamente 45 anos-luz. Ela fica em torno de 2 graus ao Norte da Nebulosa da Lagoa (M8).

Primeira imagem de M16 e primeira vez usando o GSO12″ pra valer em Céu Profundo + NEQ6 + canon 400d mod + corretor de coma GSO. Foram 49 frames de 20 segundos ISO 1600. Ventava bastante e pra conseguir salvar alguns frames tive que fazer capturas curtas, assim salvei 50% dos que fiz. Um telescópio desse porte ao ar livre é impossível, obrigatório um observatório. A calçada instável (qualquer carro ou ônibus passando na rua estraga o frame), o vento, a poluição luminosa e a falta de experiência não contribuíram pra uma qualidade melhor. Mas como desde que iniciei a ideia de fazer astrofotografia, M16 era uma meta, mesmo com a qualidade abaixo do esperado, sonho conquistado. Um detalhe na foto é que fiz um novo balanço de branco, que melhorou a questão do vermelho de fundo que estava sobrando.

M16 a Nebulosa da Águia. 49 frames de 20 segundos com o GSO12".

M16 a Nebulosa da Águia. 49 frames de 20 segundos com o GSO12″.

M16 situa-se aproximadamente 7 000 anos-luz em relação à Terra e sua magnitude aparente é igual a 6,4, sendo fracamente visível a olho nu, mesmo em excelentes condições de observação. É um sistema relativamente jovem, em termos astronômicos, com apenas 5,5 milhões de anos. Possui uma região muito conhecida como “Pilares da Criação” que é uma região de formação de estrelas. O maior de tais “pilares” tem 7 anos-luz de comprimento. Devido à sua grande densidade, os gases contidos nos pilares se aglutinam gravitacionalmente para formar estrelas. Em cada ponta do pilar, a intensa radiação emitida pelas estrelas jovens causam a dispersão de elementos menos densos, deixando exposto alguns glóbulos gasosos em evaporação, berçário de novas estrelas.

Na quarta noite seguida de ensaios astrofotográficos (07/07/13) o alvo foi M20 – Nebulosa Trífida. Ela fica bem ao lado de M8 (veja post anterior) à qual fotografei nas duas noites anteriores. Foco melhor agora, mas o problema segue no número pequeno de frames. Nas próximas noites vou aumentar bem tanto os frames quanto o tempo de cada um. Isso vai depender de um alinhamento melhor do que já fiz até agora.

RC8" + NEQ6 + Canon 4ooD XTi modificada

RC8″ + NEQ6 + Canon 4ooD XTi modificada

Nas noites de 3, 4 e 5 de julho, foram noites que finalmente consegui montar meus equipamentos. Céu limpo depois de quase 15 dias de chuvas, e ainda livre de provas pra corrigir enfim, não podia perder a oportunidade.

As imagens do primeiro dia foram descartadas, Omega Centarui, Caixa de Jóias, e M6 se tornaram tentativas mal sucedidas. No segundo dia uma imagem melhor. O alvo foi M8, a famosa Nebulosa da Lagoa. Mas ainda tive problemas de foco e frames arrastados devido ao erro periódico da montagem. Avaliei os erros cometidos, e na noite seguinte tentei novamente M8. Melhorou muito! Surgiram mais detalhes da nebulosa e no processamento, economizei no vermelho que estava exagerado na primeira imagem. O setup usado foi: RC8″ + NEQ6 Pro + Canon 400D XTi modificada com Disparador Timer , e os softwares EQASCOM + Cartes Du Ciel, sem guiagem por enquanto. Com certeza com mais tempo, espero melhores resultados. Compare as imagens abaixo:

5 frames de 90 1,5 minutos, noite do dia 04/07/13.

5 frames de 90 1,5 minutos, noite do dia 04/07/13.

20 frames de 1 minuto, noite do dia 05/07/13. Melhorou!
20 frames de 1 minuto, noite do dia 05/07/13. Melhorou!

Nova imagem que fiz de M42 com o RC8″. Ainda são poucos frames e pouco tempo de exposição. Com o tempo vou aumentar, e certamente as fotos vão melhorar…

RC8"+NEQ6. Câmera Canon 400D XTi. 7 Frames de 10 segundos.

RC8″+NEQ6. Câmera Canon 400D XTi. 7 Frames de 10 segundos.

A Nebulosa de Órion, também conhecida como M42 ou Messier 42, é uma nebulosa de reflexão e emissão situada ao sul do Cinturão de Órion, na constelação de Órion. Ela é uma das mais brilhantes nebulosas e visível a olho nú no céu noturno. M42 está localizada a uma distância de 1350 anos-luz aproximadamente e é a região de formação de estrelas massivas mais próxima da Terra. O tamanho da nebulosa está estimada em cerca de 24 anos-luz de um lado ao outro, e possui uma massa de aproximadamente 2000 vezes a massa do Sol.

Ela é um dos objetos celestes mais estudados e fotografados do céu noturno. Estudos dessa nebulosa revelaram muito sobre o processo de como estrelas e sistemas planetários são formados a partir do colapso de nuvens de gas e poeira. No interior dessa nebulosa, astronomos têm observado discos protoplanetários, anãs marrons, intensos e turbulentos movimentos do gás, e efeitos de fotoionização na nebulosa por estrelas massivas.

 

 

 

Nebulosa de Órion feita com o RC”8+NEQ6+Canon XTi modificada. Foram 15 frames de 10 segundos apenas empilhados no Deep Sky Stacker (DSS). Crop abaixo:Orion Nebula