Tag Archive: M8


Imagem antiga reprocessada. À esquerda está M8 conhecida com Nebulosa da Lagoa e que fica a 4850 anos-luz de distância, e à direita está M20 conhecida como Nebulosa Trífida que fica a 5200 anos-luz de nós. Ambas estão na constelação de Sagitário. A imagem foi feita em Marilândia do Sul no Castelo Eldorado durante o I Acampamento Astronômico do GEDAL. Telescópio Apo Sprit 100mm + câmera Canon 600D. Frames: 36x90s.

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Trio de Sagitário. M8 – Nebulosa da Lagoa (à esquerda) e M20 (Nebulosa Trífida (à direita) e NGC 6559 (acima de M8).

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Nova imagem de M8 (Nebulosa da Lagoa) e M20 (Nebulosa Trífida). M20 fica a cerca de 5000 anos-luz de distância e M8 a cerca de 4000 anos-luz, ambas situadas na constelação do Sagitário. Sobre M8 está a bela nebulosa NGC 6559, no centro-esquerdo da imagem está o aglomerado globular NGC 6544, a nebulosa escura acima de M8 é B 91, à direita e acima de M20 encontra-se o aglomerado aberto M21 e entre M8 e M20 está o aglomerado aberto Bochum 14. A minha intenção era capturar um total de 4 horas mas as nuvens atrapalharam, mesmo assim consegui 2h40min. Equipamentos: Nikkor 180mm ED f2.8 @f/4, QHY9S-M, NEQ6, filtro h-alpha Baader 7nm 1.25″. Local: Londrina-PR.

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Atualização (23/06/2015). Nova versão de processamento:

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Comprada desde novembro, no início do ano chegou finalmente minha tão esperada câmera dedicada, uma QHY9S-M adquirida no representante brasileiro da QHYCCD, a tellescopio.com. Essa câmera permite controlar a temperatura do sensor em até 50 graus abaixo da temperatura ambiente, o que reduz muito o ruído da imagem.

Desde que comecei a fotografar objetos de céu profundo descobri que a poluição luminosa seria um problema sério se eu quisesse melhorar a qualidade das imagens, isso me fez decidir que, assim que pudesse, partiria para imagens de banda estreita. Até então, minhas imagens eram feitas com câmera Dslr não modificada, com um filtro nativo que não deixa captar justamente a melhor emissão para a astrofotografia de nebulosas, a emissão alpha do Hidrogênio (que é o átomo mais abundante no universo). A nova câmera não tem esse problema e melhor, é possível, com o uso de filtros adequados, os chamados filtros da banda estreita, selecionar os comprimentos de onda desejados, rejeitando a luz inconveniente da cidade (comprimentos de onda do mercúrio e do sódio emitidas pelas lâmpadas). Os filtros mais usados para banda estreita são os do Hidrogênio, do Oxigênio e do Enxofre, os quais podem ser processados juntos para formar uma imagem em cores falsas.

O método de enquadramento, captura e foco com a nova câmera são totalmente diferentes e trata-se, portanto, de um novo caminho e aprendizado na astrofotografia. Um setup para esse tipo de fotografia não é barato mas é o único jeito para fazer registros em região urbana com a melhor qualidade possível.

Em fevereiro comprei o filtro h-alpha Baader 7nm de 1.25″ pra usar a câmera com a lente Nikon Nikkor 180mm ED Ai-S. A ideia é comprar, quando eu puder, filtros da Astrodon de 5 ou 3nm, só que os preços são de assustar e vai ficar pra daqui um tempinho ainda. Adquiri também um adaptador da Geoptik que possibilita acoplar a lente fotográfica na ccd e possui rosca para incluir filtros de 1.25″ nele.

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QHY9M+adaptador Geoptik+lente Nikkor 180 ED + anéis ADM. Conjunto montado sobre o telescópio Esprit APO100mm e NEQ6. O filtro h-alpha vai rosqueado no adaptador.

A foto acima mostra o conjunto montado. Com essa configuração consigo uma imagem com campo de aproximadamente 5,7°x 4,3° (caberiam umas 90 luas cheias nesse campo!) e com resolução de cerca de 6″/pixel. Acredito que a lente, pelo menos durante esse ano, será mais usada que o telescópio.

Desde o início do ano o céu não tem colaborado e são raras as noites realmente limpas e com transparência mínima para astrofotografia. A temporada anual para astrofotos aqui para o norte do Paraná vai mais ou menos de abril até setembro ou outubro. Fora desse período, um noite de céu limpo tem de ser aproveitado.

Na noite de 24 para 25 de março finalmente o céu ofereceu excelentes condições e pude enfim montar a parafernália no quintal para uma noite de capturas. Tudo ia bem, montagem ok, câmera e lente ok, mas o PHD Guiding resolveu dar pau e não funcionou de jeito nenhum, acabei então fazendo as imagens sem guiagem e com frames mais curtos do que eu pretendia. Para primeira luz da câmera escolhi a Nebulosa de Eta Carina NGC 3372 e segunda imagem escolhi o par M20 e M8, mesmo ainda baixos no horizonte. Foram frames de 120 segundos com o sensor a uma temperatura de -10°C. Nessa primeira captura ainda não fiz o ajuste correto de ganho e off-set por isso surgiu o efeito de blooming nas imagens (os riscos verticais que partem das estrelas mais brilhantes). A sessão de captura teve de ser interrompido, pois era dia de semana e eu precisava trabalhar no dia seguinte bem cedo. Como foi uma noite para primeiros testes, fiquei satisfeito com o resultado.

Eis as imagens:

Foto guardada - aplicadas configuracoes.

Nebulosa de Carina, NGC 3372. Primeira luz da câmera e estreia na captura da emissão H-alpha. Aqui foram 14 frames de 120 segundos cada com temperatura do sensor a -10°C.

Nebulosa NGC 3372 à esquerda e o par de nebulosas M20 (Nebulosa da Lagoa) e M8 (Nebulosa Trífida)

O par de nebulosas M20 (Nebulosa da Lagoa) e M8 (Nebulosa Trífida). 8 frames de 120 segundos a -10°C.

Para captura foi usado o programa EZCAP, para empilhamento e pré-ajustes, o Deep Sky Stacker e para ajustes finais Photoshop. O objetivo seguinte é conseguir capturas de 10 minutos com guiagem e em breve adquirir o filtro OIII para, junto com o H-alpha, compor imagens com cores.

Tá aí um trabalho que me deixou muito satisfeito e que começa a abrir um novo horizonte na minha caminhada na fotografia astronômica. É minha melhor imagem até aqui certamente. Ela foi feita durante o I Acampamento Astronômico do GEDAL no Castelo Eldorado na cidade de Marilândia do Sul, cerca de 80 km de Londrina. O resultado mostra como é importante ter um céu sem poluição luminosa para explorar o potencial do equipamento). Aqui não foi necessário o filtro CLS. A imagem foi processada sem frames de calibragem (sem darks, flats nem bias frames), e ainda a câmera não é modificada para astrofotografia. Detalhes da captura na imagem. Ela está também aqui no site Astrobin.

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M8, ou NGC 6523, conhecida como Nebulosa da Lagoa (à esquerda na imagem), é uma nebulosa de emissão situada à aproximadamente 6500 anos-luz de distância na constelação de Sagitário. Possui cerca de 140 anos-luz de comprimento, e 60 anos-luz de largura. É composta por nuvens de hidrogênio, estrelas brilhantes em seu centro formando o aglomerado aberto NGC 6530, e possui pequenos glóbulos escuros proto-estelares de formação de futuros sistemas estelares (glóbulos de Bok).

M20, 0u NGC 6514, é conhecida por Nebulosa Trífida (à direita na imagem), é uma combinação de nebulosa de emissão (parte vermelhada), nebulosa de reflexão (a parte azulada), e nebulosa escura (que dá origem à divisão em três lobos), a combinação forma um belo conjunto e um efervescente berçário estelar. Trata-se de uma nebulosa jovem, com aproximadamente 300 mil anos de idade. Essa nebulosa está a cerca de 5200 anos-luz de distância da Terra e possui um diâmetro de aproximadamente 45 anos-luz. Ela fica em torno de 2 graus ao Norte da Nebulosa da Lagoa (M8).

Nas noites de 3, 4 e 5 de julho, foram noites que finalmente consegui montar meus equipamentos. Céu limpo depois de quase 15 dias de chuvas, e ainda livre de provas pra corrigir enfim, não podia perder a oportunidade.

As imagens do primeiro dia foram descartadas, Omega Centarui, Caixa de Jóias, e M6 se tornaram tentativas mal sucedidas. No segundo dia uma imagem melhor. O alvo foi M8, a famosa Nebulosa da Lagoa. Mas ainda tive problemas de foco e frames arrastados devido ao erro periódico da montagem. Avaliei os erros cometidos, e na noite seguinte tentei novamente M8. Melhorou muito! Surgiram mais detalhes da nebulosa e no processamento, economizei no vermelho que estava exagerado na primeira imagem. O setup usado foi: RC8″ + NEQ6 Pro + Canon 400D XTi modificada com Disparador Timer , e os softwares EQASCOM + Cartes Du Ciel, sem guiagem por enquanto. Com certeza com mais tempo, espero melhores resultados. Compare as imagens abaixo:

5 frames de 90 1,5 minutos, noite do dia 04/07/13.

5 frames de 90 1,5 minutos, noite do dia 04/07/13.

20 frames de 1 minuto, noite do dia 05/07/13. Melhorou!
20 frames de 1 minuto, noite do dia 05/07/13. Melhorou!