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Apesar da grande poluição luminosa dentro de Londrina-PR, ainda é possível fazer imagens de céu profundo e com grande campo utilizando câmera DSLR. A imagem a seguir é do aglomerado globular Ômega Centauri feita do Observatório Draco Australis usando câmera Canon T3i e lente Nikon Nikkor 180mm ED, sobre uma montagem SkyWatcher Star Adventurer. Foram 25 frames de 20 segundos sem guiagem, ISO 800. Empilhamento no DeepSkyStacker e tratamento no Photoshop CS6.

Aglomerado Globular Ômega Centauri fotografado em grande campo.

Aglomerado Globular Ômega Centauri fotografado em grande campo.

canon_180mm_staradventurer

Omega Centauri ou NGC 5139 é um aglomerado globular situado na constelação do Centauro. Foi descoberto por Edmond Halley em 1677. Omega Centauri tinha sido incluído no catálogo de Ptolomeu 2000 anos atrás como uma estrela. O astrônomo inglês J. W. Herschel foi o primeiro a reconhecer como um aglomerado globular em 1830. Este aglomerado orbita nossa galáxia, a Via Láctea, sendo o maior e mais brilhante dos aglomerados globulares que a orbitam. É um dos poucos que pode ser visto a olho nu. Omega Centauri está a cerca de 15.800 anos-luz da Terra e contém milhões de estrelas. As estrelas de seu centro são tão interligadas entre si e acredita-se estarem apenas 0,1 anos luz umas das outras. Sua idade estimada é de cerca de 12 bilhões de anos.

Especula-se que Omega Centauri possa ser o núcleo remanescente de uma galáxia anã que foi satélite da nossa Via Láctea. Esta galáxia teria um tamanho centenas de vezes superior ao atual aglomerado e foi fragmentada e absorvida pela nossa galáxia. A química e a dinâmica de Omega Centauri são consistentes com essa hipótese.

Relatado em 2008, um artigo no Astrophysical Journal, astrônomos alegaram ter encontrado indícios de um buraco negro de massa intermediária no centro de Omega Centauri. As observações foram feitas com o Telescópio Espacial Hubble e o Observatório Gemini, em Cerro Pachón, no Chile. O Hubble mostrou como as estrelas estão amontoadas próximo do centro de Omega Centauri. Medindo a velocidade das estrelas rodando perto do centro do aglomerado com o Observatório Gemini, os astrônomos descobriram que as estrelas mais próximas do núcleo estão se movendo mais rapidamente do que as estrelas mais distantes. A medida implica que alguma matéria invisível está no centro puxando as estrelas perto dela. Comparando estes resultados com os modelos, os astrônomos determinaram que a causa mais provável é a atração gravitacional de um maciço, denso objeto. Eles também utilizaram modelos para calcular a massa do buraco negro.

Região do Cinturão de Orion. Primeira vez unindo imagem h-alpha da ccd QHY com imagem color da Canon T3i no Fitswork4. Color Canon T3i 60x40seg. (Jan/2014) + H-alpha 2x600seg. (EBA/2015)
http://www.astrobin.com/200843/

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Esse é o resultado do meu primeiro mosaico (bom, chamarei de mosaico mesmo sendo só três imagens). Na imagem, a região que se estende desde a Nebulosa Eta Carinae NGC 3372 até a nebulosa Running Chicken NGC 2944 (ou Nebulosa Lambda Centauri). Detalhes da captura na imagem. A junção das duas imagens da esquerda ficaram perfeitas, mas na imagem da direita que mostra Eta Carinae é visível uma diferença no processamento antes da junção. Isso se deve pela diferença na abertura da lente (Eta Carinae foi feita em f/2.8 enquanto as outras duas em f/4). De um tempo pra cá, o WordPress tem feito um compressão na imagem que deixa a qualidade dela muito baixa. Você poderá vê-la melhor no site Astrobin.

Panorama_Sem Título4

Primeira imagem de M16 e primeira vez usando o GSO12″ pra valer em Céu Profundo + NEQ6 + canon 400d mod + corretor de coma GSO. Foram 49 frames de 20 segundos ISO 1600. Ventava bastante e pra conseguir salvar alguns frames tive que fazer capturas curtas, assim salvei 50% dos que fiz. Um telescópio desse porte ao ar livre é impossível, obrigatório um observatório. A calçada instável (qualquer carro ou ônibus passando na rua estraga o frame), o vento, a poluição luminosa e a falta de experiência não contribuíram pra uma qualidade melhor. Mas como desde que iniciei a ideia de fazer astrofotografia, M16 era uma meta, mesmo com a qualidade abaixo do esperado, sonho conquistado. Um detalhe na foto é que fiz um novo balanço de branco, que melhorou a questão do vermelho de fundo que estava sobrando.

M16 a Nebulosa da Águia. 49 frames de 20 segundos com o GSO12".

M16 a Nebulosa da Águia. 49 frames de 20 segundos com o GSO12″.

M16 situa-se aproximadamente 7 000 anos-luz em relação à Terra e sua magnitude aparente é igual a 6,4, sendo fracamente visível a olho nu, mesmo em excelentes condições de observação. É um sistema relativamente jovem, em termos astronômicos, com apenas 5,5 milhões de anos. Possui uma região muito conhecida como “Pilares da Criação” que é uma região de formação de estrelas. O maior de tais “pilares” tem 7 anos-luz de comprimento. Devido à sua grande densidade, os gases contidos nos pilares se aglutinam gravitacionalmente para formar estrelas. Em cada ponta do pilar, a intensa radiação emitida pelas estrelas jovens causam a dispersão de elementos menos densos, deixando exposto alguns glóbulos gasosos em evaporação, berçário de novas estrelas.

Na quarta noite seguida de ensaios astrofotográficos (07/07/13) o alvo foi M20 – Nebulosa Trífida. Ela fica bem ao lado de M8 (veja post anterior) à qual fotografei nas duas noites anteriores. Foco melhor agora, mas o problema segue no número pequeno de frames. Nas próximas noites vou aumentar bem tanto os frames quanto o tempo de cada um. Isso vai depender de um alinhamento melhor do que já fiz até agora.

RC8" + NEQ6 + Canon 4ooD XTi modificada

RC8″ + NEQ6 + Canon 4ooD XTi modificada

Nova imagem que fiz de M42 com o RC8″. Ainda são poucos frames e pouco tempo de exposição. Com o tempo vou aumentar, e certamente as fotos vão melhorar…

RC8"+NEQ6. Câmera Canon 400D XTi. 7 Frames de 10 segundos.

RC8″+NEQ6. Câmera Canon 400D XTi. 7 Frames de 10 segundos.

A Nebulosa de Órion, também conhecida como M42 ou Messier 42, é uma nebulosa de reflexão e emissão situada ao sul do Cinturão de Órion, na constelação de Órion. Ela é uma das mais brilhantes nebulosas e visível a olho nú no céu noturno. M42 está localizada a uma distância de 1350 anos-luz aproximadamente e é a região de formação de estrelas massivas mais próxima da Terra. O tamanho da nebulosa está estimada em cerca de 24 anos-luz de um lado ao outro, e possui uma massa de aproximadamente 2000 vezes a massa do Sol.

Ela é um dos objetos celestes mais estudados e fotografados do céu noturno. Estudos dessa nebulosa revelaram muito sobre o processo de como estrelas e sistemas planetários são formados a partir do colapso de nuvens de gas e poeira. No interior dessa nebulosa, astronomos têm observado discos protoplanetários, anãs marrons, intensos e turbulentos movimentos do gás, e efeitos de fotoionização na nebulosa por estrelas massivas.