Tag Archive: astronomia


Encontros realizados

  • 1° EPAST – Primeiro Encontro Paranaense de Astronomia , foi nos dias 3, 4 e 5 de setembro de 2004, na cidade de Ponta Grossa, a cargo da SPCA – Sociedade Princesina de Ciências Astronômicas. (Lima Junior, 2004).
  • 2° EPAST – Segundo Encontro Paranaense de Astronomia , aconteceu nos dias 09, 10 e 11 de setembro de 2005, na cidade de Londrina, sob a tutela do GEDAL – Grupo de Estudo e Divulgação de Astronomia de Londrina. (Guerin, 2005).
  • 3° EPAST – Terceiro Encontro Paranaense de Astronomia , foi realizado em Maringá de 15 a 17 de setembro de 2006, a cargo do GCAA.
  • 4° EPAST – Quarto Encontro Paranaense de Astronomia em Curitiba, no Colégio Estadual do Paraná, no ano de 2007, sob a Tutela do CACEP.
  • 5° EPAST – Quinto Encontro Paranaense de Astronomia em Ponta Grossa, no ano de 2008, sob a Tutela da  SPCA – Sociedade Princesina de Ciências Astronômicas.
  • 6° EPAST – Sexto Encontro Paranaense de Astronomia em União da Vitória, no ano de 2009, a cargo do Observatório e Planetário Erna Gohl.
  • 7° EPAST – Sétimo Encontro Paranaense de Astronomia foi realizado novamente em Londrina nos dias 15, 16 e 17 de outubro de 2010, no campus da UEL – Universidade Estadual de Londrina e organizado pelo GEDAL – Grupo de Estudo e Divulgação de Astronomia de Londrina.
  • 8° EPAST – Oitavo Encontro Paranaense de Astronomia aconteceu em Foz do Iguaçu entre os dias 22 e 25 de junho de 2011, no Campus da Unioeste e do Polo Astronômico Casimiro Montenegro Filho, a cargo do SpySky Clube de Astronomia de Foz do Iguaçu.
  • 9° EPAST – Nono Encontro Paranaense de Astronomia foi realizado em Dois Vizinhos de 7 a 9 de Setembro de 2012 no campus da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e organizado pelo Grupo Centauro de Astronomia.
  • 10° EPAST – Décimo Encontro Paranaense de Astronomia em Marialva, no ano de 2013, a cargo do CAEH – Clube de Astronomia Edmond Halley.
  • 11º EPAST – Décimo Primeiro Encontro Paranaense de Astronomia em Realeza, de 20 a 22 de junho de 2014, a cargo do ARCAAA – Astrônomo Real Clube de Astronomia e Astronáutica Amadora.
  • 12º EPAST – Décimo Segundo Encontro Paranaense de Astronomia em Ponta Grossa, de 5 a 7 de setembro de 2015, a cargo da SPCA – Sociedade Princesinha de Ciências Astronômicas (Souza, 2015).
  • 13º EPAST – Décimo Terceiro Encontro Paranaense de Astronomia em Campo Mourão, de 21 a 24 de abril de 2016 na UTFPR-Campo Mourão.
  • O 14° EPAST ocorrerá em Pato Branco de 7 a 10 de Setembro sob a coordenação do GEAstro – Grupo de Estudos, Pesquisa, Extensão e Inovação em Astronomia.
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Em 15/06/17 às 07h05 (horário de Brasília) Saturno atinge a oposição. Isso quer dizer que, do ponto de vista da Terra, enquanto o Sol está de um lado, o planeta dos anéis estará do outro. Ele estará no seu melhor para observação, na constelação Ophiuchus, e ficará visível durante a maior parte da noite, atingindo o seu ponto mais alto no céu em torno da meia-noite, hora local.
Daqui de Londrina-PR, ele ficará visível entre 18h30 (15/06) e 06h00 (16/06) aproximadamente. Alcança seu ponto mais alto no céu às 00h25, 88° acima do horizonte nordeste.

Em cima, foto feita pelo Telescópio Espacial Hubble em Março de 2004. Em baixo, Saturno registrado pela sonda Cassini em Maio de 2004.

Em cima, foto feita pelo Telescópio Espacial Hubble em Março de 2004. Em baixo, Saturno registrado pela sonda Cassini em Maio de 2004.

Saturno oposto ao Sol

Ao mesmo tempo que Saturno passa pela oposição, ele também faz sua máxima aproximação da Terra no ano – denominado perigeu – fazendo com que ele seja visto e registrado mais brilhante e maior.
Saturno orbita o Sol muito mais longe do que a Terra – a uma distância média do Sol de 9,56 vezes a distância da Terra, e por isso o seu tamanho angular não varia muito.
Nesta ocasião, Saturno ficará a uma distância de 9,04 UA, e seu disco medirá 18,4 arcsec de diâmetro, brilhando em magnitude 0,0. Mesmo em sua maior aproximação da Terra, no entanto, não é possível distingui-lo como mais do que um ponto de luz semelhante a uma estrela sem o auxílio de um telescópio.

Os anéis de Saturno

Saturno está inclinado mostrando seu hemisfério norte nesta oposição, e os anéis estão inclinados em um ângulo de 26° em relação à nossa linha de visão, que é quase a inclinação máxima que eles podem ser vistos da Terra. Isso significa que eles serão muito bem apresentados e visíveis ao telescópio.

Simulação de sequência de oposições de 2001 a 2029 mostrando as diferentes inclinações dos anéis. Em 2017 a inclinação atinge o seu máximo de 26°.

Simulação de sequência de oposições de 2001 a 2029 mostrando as diferentes inclinações dos anéis. Em 2017 a inclinação atinge o seu máximo de 26°.

O efeito Seeliger

Por algumas horas, antes e depois do momento exato da oposição, pode ser possível discernir um brilho acentuado dos anéis de Saturno em comparação com o disco do planeta, conhecido como o efeito Seeliger.

Isso ocorre porque os anéis de Saturno são feitos de um mar fino de partículas de gelo que normalmente são iluminadas pelo Sol em um ângulo ligeiramente diferente do nosso ângulo de visão, de modo que vemos algumas partículas iluminadas e algumas que estão na sombra das outras.

Próximo da oposição, no entanto, as partículas de gelo são iluminadas quase que exatamente da mesma direção da qual as vemos, o que significa que muito poucas estão nas sombras.

Efeito Seeliger observado na imagem de Daniel Fischer (fonte: @suthers no twitter).

Efeito Seeliger observado na imagem de Daniel Fischer (fonte: @suthers no twitter).

Transmissão ao Vivo

Se o tempo colaborar e equipe de astrônomos amadores do canal Astronomia ao Vivo fará transmissão ao vivo na noite da oposição de Saturno (de 14 para 15/06/17).

 

Fonte: in-the-sky.org

Neste dia 26 de outubro os alunos do Colégio Pontual, participantes da XIV Olimpíada Brasileira de Astronomia, receberam seus certificados de participação. A prova foi realizada no dia 13 de maio deste ano.

Dois deles, pelas notas que tiraram, receberam medalhas da Organização da OBA. Uma de ouro e outra de bronze. Medalha de Ouro para o aluno Lucas Miranda Wagner, e Medalha de Bronze para o aluno Otávio Vinícius Custódio Jorge.

Abaixo as fotos durante a entrega dos certificados e medalhas.

Na manhã do dia 30 de abril todos os cursos do Projeto Estações de Aptidão do Colégio Pontual, apresentaram seus resultados do 1º bimestre na forma de “mostra”, quando os alunos e professores estiveram a disposição dos pais e demais alunos para apresentar seus projetos e o que têm pesquisado e estudado em relação ao curso escolhido. A grande maioria dos alunos do meu curso, “Astronomia de Régua e Compasso” estiveram presentes também. Em nosso espaço, apresentamos resumidamente o conteúdo teórico em forma de slides fotográficos, mostrando as técnicas matemáticas de Aristarco e Hiparco. Também levamos um telescópio, binóculo astronômico, e uma comparação de tamanho entre o Sol, Terra e Lua na forma de bolinhas de massa de modelar e bola inflável.

Dividimos o grupo em três. Os mais novos ficaram responsáveis por apresentar os equipamentos astronômicos, outro grupo por apresentar Hiparco e Aristarco, e um terceiro grupo responsável por apresentar a teoria envolvida. O resultado foi excelente. Os alunos se preocuparam em fazer uma boa apresentação e mostraram que algo importante foi assimilado nesse curso.

Abaixo fotos tiradas durante o evento:

Este semestre, desde março estou trabalhando novamente um tema de Astronomia com 21 alunos do Colégio Pontual dentro do projeto anual “Estações de Aptidão”. Me apropriando de parte do título da dissertação de mestrado e livro do Professor Dr. Marcos Cesar Danhoni Neves, “Astronomia de Régua e Compasso” foi o nome escolhido para o curso. Ele foi adaptado de uma palestra que montei pela primeira vez em um curso no Planetário de Londrina em 2008 e que uso até hoje chamada “Medidas em Astronomia”. O objetivo é estudar como foi possível descobrir as distâncias e tamanhos relativos no sistema Sol-Terra-Lua, analisando as técnicas trigonométricas empregadas por Aristarco e Hiparco e juntamente com as medidas de Eratóstenes estabelecer os números que conhecemos. Assuntos que serão temas de futuros posts deste blog.

No desenvolvimento desse tema, a interdisciplinaridade é muito presente nos aspectos da História da Ciência, Matemática, Geografia, Astronomia, etc… e os alunos têm a oportunidade de aprofundar em temas que são apenas “pincelados” durante o período escolar e que são de fundamental importância para a compreensão, por exemplo, do surgimento da trigonometria e sua aplicação prática, ou da história dos povos e sua relação com a matemática.

O grande desafio desse curso é o fato dele ser interseriado, ou seja, tenho alunos desde a quinta série do fundamental até o segundo ano do ensino médio, assistindo juntos à mesma aula. É necessário então, abordar os temas com o cuidado para não desprezar o nível cognitivo dos mais novos e ao mesmo tempo tirar de todos o máximo na compreensão e aprendizado.

 

Fotografia de longa exposição mostrando o momento de um Iridium Flare.

Praticamente todos nós já brincamos com a luz do Sol usando um pequeno espelho de mão, um retrovisor de moto ou carro, ou mesmo cacos de um espelho quebrado. Às vezes apontando perigosamente o reflexo para o rosto de alguém (não faça isso ok?). Nessas experiências podemos perceber que é possível que os raios de luz alcancem longas distâncias, refletir e iluminar janelas distantes (fazia muito isso quando era criança, apontando pras janelas dos vizinhos, hehe). Manuais de salvamento também contêm literatura sobre como usar espelhos para chamar a atenção de equipes de resgate, que há dezenas de quilômetros podem ver o reflexo de quem pede ajuda.

 

Estrutura de um Satélite Iridium

Para popularizar a telefonia via satélite no final dos anos 90, um grupo de investidores americanos criou a empresa Iridium, que colocou no espaço dezenas de satélites de comunicações em órbita baixa, cerca de 780 km de altitude, cada um composto de 3 antenas planas de metal com 188 cm x 86 cm, separadas entre si por um ângulo de 120 graus. Atualmente, o sistema Iridium é pouco usado, mas a constelação de satélites ainda é muito ativa no espaço e apresenta 81 objetos em órbita.
O que a empresa Iridium não imaginava é  que as três antenas, sendo altamente polidas e estando inclinadas 40 graus em relação ao corpo principal do satélite, poderiam refletir a luz do Sol assim como num jogo de espelhos e que poderiam servir para uma verdadeira aula de física e óptica. Surgiu então o termo Iridium Flare, o intenso flash de luz provocado pelo reflexo do Sol nas antenas metálicas dos satélites Iridium.
Quando se diz intenso não é exagero. Em muitas ocasiões o flash é tão forte que pode alcançar magnitude -9, o que equivale a 30 vezes o brilho do planeta Vênus. Os flashes podem ser vistos com muita facilidade e a única exigência é que o observador saiba para onde olhar e em que momento. O tempo de duração não é fixo, mas já foram presenciados flashes com duração de até 15 segundos.

Por que isso acontece?

Como já foi explicado, um dos mecanismos responsáveis pelo flash é o reflexo do Sol em uma das três antenas principais, chamadas MMA (Main Mission Antennas), mas em algumas ocasiões o reflexo pode ser ocasionado nos painéis solares. As antenas são construídas de alumínio banhadas de prata e montadas com inclinação de 40 graus em relação ao corpo do satélite.
Além das antenas e do painel solar, outro fator responsável pelos flashes é a posição do satélite, que tem seu eixo vertical rigorosamente apontado na direção da Terra. Mantida esta configuração, uma de suas antenas sempre apontarão para frente.
A precisão na posição dos elementos indicados é que permite que os flashes possam se calculados e previstos com exatidão.
Outros dados necessários para o cálculo são a posição do satélite, a localização do observador e a posição do Sol em relação a esses. Uma vez que esses parâmetros são conhecidos, usam-se fórmulas tradicionais de trigonometria esférica e principalmente das leis de reflexão de espelhos, necessárias para calcular o ângulo de reflexão, também chamado de ângulo especular.

Aqui na Terra

Uma das antenas reflete a luz solar para a Terra

O reflexo do Sol em uma das três antenas MMA’s produz na superfície da Terra um peneno Spot ou círculo luminoso, de aproximadamente 10 km de diâmetro, que se move a medida que o satélite e a Terra se movem.
O Iridium Flare ocorre quando o observador se encontra dentro do spot e será mais intenso quanto mais próximo ele estiver do centro. Isto significa que os cálculos para sua observação serão mais precisos quanto mais exatos forem as coordenadas fornecidas pelo observador, já que pequenas variações podem deslocar o foco do spot.
A figura ao lado ajuda a compreender o processo de geração do flash. Observe o spot projetado na superfície.

Vendo os Flashes
Muitos sites na internet têm informações que permitem que você veja o momento exato em que os flashes vão ocorrer, além de fornecer informações sobre o azimute e altitude da posição do Iridium Flare no céu. Os dados informados são muito precisos, e por isso é importante que você mantenha seu relógio perfeitamente sincronizado com a hora oficial. O site que recomendo é o Heavens-Above. Nele você faz um cadastro e coloca suas coordenadas (latitude e longitude) e ele informa os momentos de Iridiuns Flares, passagens da ISS, do Telescópio Hubble, e muitos mais.
Veja este vídeo mostrando um Iridium Flare:

Os flashes mais intensos e interessantes são aqueles com maior intensidade, lembrando que quanto menor a magnitude relatados na tabela, maior o brilho do flash. Desta forma, um flash de magnitude -8 é mais intenso um de -5.
Sabendo então onde olhar, é só esperar pelo momento exato. Um ponto de luz intenso irá se destacar no céu. Igual ao jogo de espelho!

Boas observações!

Obs. Este post contém tradução livre e adaptação do seguinte texto: http://www.astrosat.net/es/flare.php

Caso tenha mais dúvidas, ou precisando de ajuda para se cadastrar no Heavens-Above, me escreva.


Ontem, dia 28 de setembro fez exatos 30 anos do início da primeira transmissão da Série Cosmos de Carl Sagan na PBS. Pra quem não conhece, é uma das séries televisivas de divulgação científica mais assistidas do mundo até hoje. Recebeu diversos prêmios, entre eles um Ammy. Com efeitos especiais notáveis, trilha sonora fantástica do artista Vangelis. Ela aborda interdisciplinarmente, além da astronomia, física, biologia, história, ecologia, e até mesmo questões geo-políticas como a Guerra Fria e a ameaça de guerra nuclear.

Dvds da série Cosmos

Carl Sagan se tornaria, depois dessa série, a “cara da astronomia”, e principal divulgador dessa ciência, legado que ainda dura mesmo depois de sua morte em 1996, quando morreu de pneumonia ao lutar contra uma doença rara,  mielodisplasia.

Eu, meus dvds e o livro baseado na série.

Quando criança meu pai me fazia acordar de madrugada para assistir a série que passou se não me engano na globo. Eu devia ter uns 5 ou 6 anos de idade e me lembro bem quando assisti a cena em que Sagan explica o “Paradoxo dos Gêmeos” a respeito da relatividade.

Em 2005, a série foi relançada no Brasil em DVD pela Editora Abril, quando tive a sorte de comprar a coleção toda.

Abaixo um trecho do episódio 2:

Dados da Série:

Gravado entre 1978 e 1979
Número de episódios: 13
Tempo total: 780 minutos
Locais de gravação: 40 locações em 12 países
Custo: 6,3 milhões de dólares
Foi transmitido em mais de 60 países com mais de 500 milhões de telespectadores.