Estou aproveitando bem as noites de céu limpo do mês de junho e refazendo imagens de objetos que capturei em abril e maio. Todas agora com muito mais tempo de exposição pois definitivamente me entendi com meu setup e tudo está correndo bem sem surpresas há várias sessões. Estou conseguindo frames bem longos agora, de 20 min em h-alpha, e o grande tempo total de exposição revela muitos detalhes das nebulosas de emissão.

Abaixo está o par de nebulosas M16 (à direita) e M17 (à esquerda). M16, ou Nebulosa da Águia é uma nebulosa conhecida pela presença dos chamados “Pilares da Criação“, colunas gigantescas de gás com alguns anos-luz de comprimento onde estão se formando novas estrelas e que foi fotografada pelo Telescópio Espacial Hubble e cuja imagem se tornou muito conhecida. Se você olhar atentamente na imagem, dá pra ver claramente a região dos pilares e a região que dá nome à nebulosa. M16 se encontra a uma distância de aproximadamente 7 mil anos-luz de nós. M17 ou Nebulosa do Cisne, ou ainda Nebulosa Omega, está a uma distância entre 5 mil e 6 mil anos-luz e possui cerca de 15 anos-luz de diâmetro. A massa de gases dessa nebulosa é 800 vezes maior que a massa do Sol.

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Para fazer essa imagem foram 12 frames de 1200 segundos cada e mais 20 frames de 60 segundos. Equipamento é o mesmo de ultimamente: Filtro Baader H-alpha, Lente Nikkor 180 e câmera QHY9S-M, a montagem é uma SW NEQ6.

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