Primeira imagem de M16 e primeira vez usando o GSO12″ pra valer em Céu Profundo + NEQ6 + canon 400d mod + corretor de coma GSO. Foram 49 frames de 20 segundos ISO 1600. Ventava bastante e pra conseguir salvar alguns frames tive que fazer capturas curtas, assim salvei 50% dos que fiz. Um telescópio desse porte ao ar livre é impossível, obrigatório um observatório. A calçada instável (qualquer carro ou ônibus passando na rua estraga o frame), o vento, a poluição luminosa e a falta de experiência não contribuíram pra uma qualidade melhor. Mas como desde que iniciei a ideia de fazer astrofotografia, M16 era uma meta, mesmo com a qualidade abaixo do esperado, sonho conquistado. Um detalhe na foto é que fiz um novo balanço de branco, que melhorou a questão do vermelho de fundo que estava sobrando.

M16 a Nebulosa da Águia. 49 frames de 20 segundos com o GSO12".

M16 a Nebulosa da Águia. 49 frames de 20 segundos com o GSO12″.

M16 situa-se aproximadamente 7 000 anos-luz em relação à Terra e sua magnitude aparente é igual a 6,4, sendo fracamente visível a olho nu, mesmo em excelentes condições de observação. É um sistema relativamente jovem, em termos astronômicos, com apenas 5,5 milhões de anos. Possui uma região muito conhecida como “Pilares da Criação” que é uma região de formação de estrelas. O maior de tais “pilares” tem 7 anos-luz de comprimento. Devido à sua grande densidade, os gases contidos nos pilares se aglutinam gravitacionalmente para formar estrelas. Em cada ponta do pilar, a intensa radiação emitida pelas estrelas jovens causam a dispersão de elementos menos densos, deixando exposto alguns glóbulos gasosos em evaporação, berçário de novas estrelas.

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