Ao retirar o telescópio do seu quarto ou sala e colocá-lo lá fora, ao ar livre, a diferença de temperatura vai gerar correntes convectivas no interior do tubo, que degradam a imagem dos objetos. O ar mais quente sobe, o ar mais frio desce (correntes térmicas), seus índices de refração são diferentes, a imagem fica prejudicada.

Montar o telescópio a céu aberto algum tempo antes de começar a usá-lo é uma boa. Em uma ou duas horas ele estará aclimatado e pronto para seu melhor desempenho. Telescópios como meu 12″ vêm com uma ventoinha (cooler) acoplado sob a célula do espelho primário. Ela joga ar do ambiente no espelho e na parte interna do tubo a fim de reduzir as correntes térmicas devido ao equilíbrio térmico.

Como se pode ver nas primeiras imagens abaixo, a parte inferior do OTA é bem aberta, de forma que a corrente de ar gerada pela ventoinha não é totalmente direcionada para dentro do tubo. Assim, resolvi construir uma espécie de tampa para direcionar o ar. Usei simplesmente EVA preto, uns cortes nos lugares certos e pronto. O resultado esta nas fotos abaixo. Acho que ficou bom.

Alguns astrônomos amadores, em fóruns pela internet, têm descrito uma diferença grande nas imagens, com o uso dessa vedação e de uma espécie de anel defletor (ring baffle) colocado no interior do tubo, pouco acima do espelho primário, que rebate o fluxo de ar para o espelho e para a região central do tubo.

Se perceber que realmente faz diferença, vou colar velcro nas extremidades pra ficar melhor vedado, e depois pensar seriamente em instalar o tal anel defletor (terei de desmontar o primário do tubo pra isso).

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