Um bom relatório é aquele feito ainda no “calor” da situação. Neste caso, já se passaram oito dias e só agora consegui sentar com calma para escrever sobre o evento de 15 de junho. Portanto, não é de se esperar uma descrição que bem demonstre o desenrolar da observação. Mas vamos lá:

Evento:

Eclipse Lunar Total em que, nós observadores do Brasil só acompanhamos a segunda metade do fenômeno, a Lua Cheia nasceu no horizonte já totalmente eclipsada. Dados sobre o eclipse, com os horários podem ser vistos clicando aqui.

Data,  e Horário:

Lua durante o eclipse. Foto tirada pela minha amiga Juliana Romanzini do Planetário de Londrina, durante a observação na UEL.

15 de junho de 2011, a Lua nasceu no horizonte às 17h44 (em Londrina), mas só iniciamos sua visualização aproximadamente às 18h10 atrás das árvores e já inciada a saída da sombra da Terra. Depois do fim da parte visível do eclipse (19h02), ainda ficamos até às 20h observando Saturno.

Local e condições:

O local de observação foi o estacionamento do restaurante universitário da UEL. Um local relativamente descampado dentro da Universidade que foi escolhido por ser um lugar central no campus de fácil acesso e fácil de encontrar, e também estaria cheio de universitários no horário do eclipse (hora do jantar). Como se tratou de uma observação aberta ao público, o evento serviu como forma de divulgar a Astronomia, já que muito observaram o eclipse atentamente e olharam através de um telescópio pela primeira vez na vida.

As árvores a Leste atrapalharam o início da observação, e não permitiu que a visualizasse na fase de totalidade. O céu estava totalmente limpo, típico do inverno londrinense, temperatura estava agradável, mas por precaução, usei blusão e chapéu pra não ficar resfriado.

Equipamentos:

– Newton: GSO 12″, binóculo Octans 8×56 no tripé;

– Saulo: refrator Meade 90 mm;

– MCTL: Dois Meade ETX 125 PE , um Newt./dob. 200mm (ótica S. Colleti), dois binóculos Meade (9×63?);

Breve descrição:

Ao fim da observação, grupo que trabalhou no evento.

Eu, o Miguel, o Saulo e o Ivan chegamos praticamente juntos (eu acho) e depois de escolhido o local exato, montamos os equipamentos. O pessoal do MCTL também chegou com seus equipamentos e às 17h40 estávamos a postos para a observação do evento. As pessoas aos poucos foram chegando (acompanhe as fotos) e aos poucos as filas foram se formando nos telescópios. Apesar de descampado, árvores na direção leste atrapalharam o início da observação, e só fomos encontrar a Lua lá pelas 18h15. Era visível o clima de desconfiança de alguns presentes e também da imprensa com um céu sem Lua no início da noite.

A Lua aos poucos foi subindo e saindo da sombra terrestre, às 19h já estava totalmente iluminada. A partir daí o principal alvo foi Saturno.

Como se tratou de uma observação aberta ao público, o evento serviu como forma de divulgar a Astronomia, já que muito observaram o eclipse, e olharam através de um telescópio pela primeira vez na vida. A observação mais técnica do fenômeno teve de ser deixada de lado. A preocupação maior foi em fazer com que o público conseguisse ver através dos equipamentos, principalmente quando o alvo era Saturno.

Abaixo, matéria da Band no local:

Matérias da Globo (RpcTv):


Destaques:

A equipe do Planetário também esteve presente;

Presença de um grande número de crianças, muitas vezes motivadas pelos pais a acompanhar o eclipse;

Presença da imprensa, Globo (RPC) e Band (Tarobá), inclusive com chamadas ao vivo do local;

Estimo que entre 300 e 400 pessoas observaram o evento e entraram nas filas pra olhar a Lua e Saturno através dos telescópios.

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