Este post mostra como o avanço do conhecimento humano nos leva às fronteiras do macrocosmo e do microcosmo. Esta semana foi anunciado que o VLT confirmou uma observação anterior feita pelo telescópio Hubble do objeto mais distante já identificado e fotografado na história. Trata-se de uma galáxia que estava em formação quando o Universo tinha apenas 600 milhões de anos, idade em que a galáxia emitiu os fótons de luz capturados pelo telescópio. Consegue-se calcular a idade do objeto devido ao chamado red-shift ou o desvio espectral para o vermelho da luz que chega até nós. Quanto maior o desvio mais distante de nós e mais antigo o objeto observado.

Pedaço da imagem Ultra Deep Field do telescópio Hubble mostrando a mais distante galáxia já observada.

Pedaço da imagem Ultra Deep Field do telescópio Hubble mostrando a mais distante galáxia já observada.

Por outro lado, indo do macro ao micro, foi anunciado também esta semana que um átomo neutro foi fotografado por um microscópio. Um átomo neutro é mais difícil de ser observado do que um eletricamente carregado pois não pode ser capturado por um campo elétrico. A equipe responsável pela façanha utilizou resfriamento a laser para diminuir a agitação natural do átomo e poder flagrá-lo no microscópio. Claro que estruturas menores que um átomo são conhecidas mas não é possível observá-las diretamente devido ao seu tamanho comparável aos comprimentos de onda da luz.

Átomo neutro de Rubídio fotografado por microscópio. A menor estrutura observada diretamente.

Átomo neutro de Rubídio fotografado por microscópio. A menor estrutura observada diretamente.

Neste links voce pode ler o básico sobre as duas fantásticas descobertas:
Sobre a galáxia: http://www.eso.org/public/portugal/news/eso1041/ (página da ESO em português de Portugal)
Sobre o Átomo de Rubídio: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=foto-atomo-neutro&id=010165101020

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