Na madrugada do dia 13 para 14 (quinta pra sexta), eu o Gabriel e o Wesley, seguimos nossa rotina de viajar à Paranavaí para tocar com a OSP. Esta noite era o máximo da chuva de meteoros Geminídeos. Eu quis ir no banco de trás do carro e deitado pude ver muitos meteoros cortando o céu. E ao chegar na casa de minha mãe, fui pro quintal e fiquei cerca de uma hora meia de olho no céu e vi muitos, mas muitos outros. No total, sem exageros, acho que vi uns 200! Um espetáculo! Disparado a melhor chuva de meteoros que já presenciei.

Na noite seguinte ao máximo (do dia 14 para o dia 15, sexta pra sábado), o grupo Gedal esteve se reunindo mais uma vez no BREU (Base Reservada de Estudos do Universo), no fim da estrada no limoeiro, região rural de Londrina, pra observação desta chuva de meteoros. Apesar do nome Breu ele já não é mais tão escuro em noites sem Lua devido a um loteamento sobre um morro na direção da cidade que agora atrapalha um pouco nossas observações. Creio que em breve teremos que encontrar um novo local para nos reunirmos.

Bom mas falando dos Geminídeos… cheguei um pouco atrasado, e encontrei o pessoal do IPL com quem estou trabalhando na construção de três telescópios 140 mm (nova postagem em breve), e claro o pessoal de sempre do Gedal, Miguel, Ferdinando, Saulo, Nei, Gisele, Lucky, e outros, e ainda muitas pessoas que foram acompanhar o evento. O bate-papo estava muito bom, pena que eu estava meio cansado pois não tinha dormido na noite anterior também.

O problema é que o céu não estava ajudando muito no início. Muita nebulosidade que às vezes fechava todo o céu, às vezes abria um pouco e dava alguma esperança. Isso fez com que a maioria das pessoas fosse embora sem ver quase nada.

Mas pra quem ficou até o fim, a observação rendeu bastante. Após certa hora, o céu abriu completamente e não restou uma nuvem sequer no céu.

Quem ficou concentrado, de olho no céu viu pelo menos uns 50 meteoros, alguns pequenos e discretos, outros enormes e brilhantes, alguns deles com rastros persistentes. Num determinado momento, quando estávamos nos preparando para tirar uma foto da galera toda, um grande bólido cruzou a região da constelação do centauro, iluminando a escuridão como um relâmpago, mantendo um rastro por uns cinco segundos. Imagina a comemoração da galera no momento. Foi demais!

Foi aí que percebi que estava com a câmera ligada e fotografando o horizonte e o céu pra pegar o enquadramento pra foto da galera. Ficamos todos em volta da câmera esperando a imagem ser processada e aparecer no visor (expectativa). Comemorei quando o meteoro surgiu na tela da câmera… rsrs.

E aí está:

Geminídeos007

Percebe-se o Cruzeiro do Sul logo ao lado do bólido, e um “fantasma” de alguém que ficou na frente da câmera por alguns intantes (acho que era o Miguel).
Depois fomos então pra foto oficial da observação:

Cópia de Geminídeos013

Depois ainda ficamos mais algum tempo e vimos muitos outros meteoros. Além dos Geminídeos, foram observados ainda, Marte, Saturno, Presépio, Tarântula, a bela Via Láctea alta no céu na madrugada, além de outros muitos aglomerados. Com o Saulo com seu 180 mm, o Ney no telescópio emprestado pelo Miguel (que já é do Gedal a tempos rsrs), além de binóculos e monóculo.
Talvez só eu tenha visto já que eu e o Saulo (que já estava dentro do carro), fomos os últimos a deixar o breu, mas Vênus já estava bonito no horizonte quando fomos embora.
Ontem quando fui olhar as imagens encontrei outro meteoro que nem percebi que fotografei. ele está no canto desta imagem:

Geminídeos018

Também resolvi brincar um pouco com a foto da galera:

geminídeos

A foto que tirei do bólido, mandei pro Space Weather sem muitas pretensões, mas publicaram ela:
Pra quem perdeu os Geminídeos, resta aguardar o Eclipse Lunar em Fevereiro…
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